Por Gisele Lourenço, do Espaço Mercatto

Seguindo, lentamente, com a ideia do "Álbum de Figurinhas", da Mercatto e do PorAqui (veja aqui a primeira entrevista da série, com os músicos Giovani e Adriana Papaleo), resolvi entrevistar algumas clientes que, na verdade, representam toda uma família. E a possibilidade de essa família ir além de laços de sangue… 

Tem um percurso de construção coletiva, de união, de "juntos somos mais fortes" em que acredito muito.

Voltando ao passado pelo bairro do Espinheiro, ainda encontramos histórias de tradição como a da Casa Wildice. Sua trajetória começou em 1923 com o senhor Francisco Vicente da Silva (1ª geração). A oficina de consertos de artigos de couro do Sr. Francisco foi assumida pelo filho, Daniel Vicente da Silva (2ª geração), e recebeu o nome da esposa deste. 

Funcionou na Av. João de Barros em três endereços, e ainda na Rua da Hora. Hoje a empresa tem seu ponto próprio na Av. João de Barros, 948, na Boa Vista, sempre pertinho da clientela fiel.

(foto: Divulgação/Casa Wildice)

A loja está completando impressionantes 94 anos no mercado!

As filhas do casal Daniel e Wildice cresceram acompanhando os passos do pai na arte e no ofício de criar, de solucionar. Tanto é que o lema da casa é "Se a gente não fizer, ninguém mais faz". E é verdade! 

Dona Wildice, Maria de Fátima, Terezinha de Jesus, Luíza Helena e Ana Maria são referências no bairro, conhecem todas as pessoas e todos os lugares. Seguiram observando as mudanças e mantendo-se firmes na atuação. 

As filhas são a terceira geração na empresa e já trouxeram Heloiza (4ª geração), filha de Luíza Helena, para fortalecer o time. Juntas, as "meninas" têm o poder de transformar o "velho" em "novo", o "feio" em "belo", o "quebrado" em "perfeito". 

Nesse caminho, a tradição de "fazer arte com as mãos de um sapateiro" agrega valores de sustentabilidade através do reaproveitamento, da reciclagem, da renovação. Nada mais atual!

(foto: Divulgação/Casa Wildice)

E qual o sonho para o Espinheiro? Eu pergunto, sempre desejando inventar ações coletivas. Elas respondem humildemente e praticamente em coro: "Servir com sabedoria". Acho que o sonho delas já é realidade, penso que tem relação com o tal poder de transformar.

Na série "Álbum de Figurinhas", a urbanista e empreendedora Gisele escreve as histórias de alguns dos clientes da sua papelaria que têm uma relação forte com o bairro do Espinheiro. Também quer compartilhar uma história do bairro? Esrcreve pra gente: aflitos.espinheiro@poraqui.news


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