Médicos e funcionários do Cremepe se uniram nesta segunda-feira (24) para levar uma mensagem de respeito às mulheres e de defesa da paz. O ato, que contou com panfletagem realizada no bairro do Espinheiro, foi idealizado depois da violência sofrida pela fisioterapeuta Mirella Sena, de 28 anos, assassinada no flat onde morava em Boa Viagem, no início deste mês.

O PorAqui recentemente lançou uma campanha utilizando a hashtag #OMachismoMoraAoLado, para denunciar os casos de violência de gênero que muitas vezes ocorrem próximo às nossas residências. Presidente do Cremepe, André Dubeux, comentou também as fotos com formandos de Medicina do Espírito Santo com as calças abaixadas, que causaram muita revolta na internet. Ele considerou uma"atitude infeliz e sem comentários dos futuros colegas".

(foto: Divulgação/Joelli Azevedo)

“Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que 50% das mulheres sofrem violência doméstica. No Brasil, a cada 11 minutos uma mulher é assassinada. Por trás dessa grande desigualdade de gênero existe o comportamento machista secular. Não basta ser solidário na constatação da exploração econômica que sofre a mulher recebendo sempre menos que o homem, na mesma função e trabalhando mais e sob pressão. É preciso muito mais”, informa o panfleto.

Somente em Pernambuco, 50.042 mulheres foram agredidas em 2016. São 1.205 casos a mais do que em 2015. Nos meses de janeiro e fevereiro de 2017, 58 mulheres morreram vítimas de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) no Estado. O número da Polícia Civil não representa o total de casos de feminicídio, já que seria preciso ter o recorte da motivação dos crimes. Em 2016, foram 280 mortes. Em 2015, foram 245; em 2014, 249; em 2013, 253.


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