Onde tomar a última cerveja ou comer um tira gosto antes de chegar em casa por volta das 4h da manhã? Certamente grande parte dos moradores da Zona Norte que costuma sair à noite responde essa pergunta pensando no Empório Sertanejo. 

Mas parte deles vão dizer Bode da Hora ou, os mais íntimos, vão insistir no Bar de Robertinho, em referência ao falecido proprietário do estabelecimento: Roberto Novaes Ferraz.

O Bode atualmente nem é um apelido bom, porque hoje em dia pode ser confundido com o Entre Amigos, que fica na outra ponta da Rua da Hora. Mas o Empório continua sendo um desses lugares em que o público chega sabendo o que pedir. 

Bode guizado ou assado, tripinha crocante, queijo com verdura são algumas das especialidades. Uma porção de bode guizado sai por R$ 37 (para petisco) ou por R$ 57 (refeição para duas pessoas).

Gerente do Empório, Carlos Alberto garante que a carne de bode continua vindo da cidade onde nasceu o antigo dono, falecido em 2007: "É uma tradição. Uma vez Robertinho tinha ido para Floresta e, quando chegou lá, não encontrou, então mandou um rapaz sair para comprar carne. Pois na terça-feira à noite chegou um cliente antigo aqui, pediu o bode guizado e fez questão de falar com o dono. E o cara reclamou porque a carne era de Ibimirim! Nem eu sabia…" 

Robertinho faleceu em setembro de 2007. Dizem que seria candidato a prefeito com chances de vencer em Floresta, caso não tivesse partido cedo. Sua família cuidou de manter o cardápio e o bar como sempre foi (ou quase, porque quem conheceu sente saudades). 

Na época da despedida, o jornalista Inácio França contou um dos causos: "No longínquo ano de 2001, pouco depois do Santa enfiar dois gols na Coisa e acabar matematicamente com as chances de um hexa rubro-negro, cheguei ao Empório com uma bandeira vermelha e preta que tinha encontrado numa sarjeta na frente do Arruda. A ideia era queimar a bandeira no bar, mas a famigerada estava imunda e molhada, imune ao fogo dos isqueiros. Apelamos para a única autoridade constituída presente, o dono do bar: 'como é que a gente seca essa porra?'. Tricolor e florestano, Robertinho nunca foi homem de desistir diante de um obstaculozinho qualquer. Minutos depois, volta ele do primeiro andar do bar com um secador de cabelos na mão. Comemoramos como se fosse gol e secamos a bandeira até ela ficar no ponto de virar cinzas". 

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Empório Sertanejo
Rua da Hora, 34, Loja 1
De terça a sábado, das 10h às 4h (não funciona domingo nem segunda)


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