Um dos mais antigos moradores do Espinheiro, Manoel da Costa Oliveira (Seu Nequinho) esclareceu uma dúvida que muitos moradores têm em relação ao nome Rua da Hora.

“No tempo da Maxambomba, o trem vinha do lado da Encruzilhada, Beberibe, em direção à cidade e o motorista parava para registrar o horário ali onde hoje é uma lojinha de jogo do bicho”, conta, dizendo que na esquina da Avenida João de Barros com a Rua da Hora ficava um relógio que servia para dar os horários dos bondes.

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Cruzamento hoje é super movimentado no Espinheiro (Foto: Eduardo Amorim/PorAqui)

Seu Nequinho conta que quando chegou ao Recife muitas das práticas ainda eram feitas no ritmo do bonde. Então, naturalmente o nome Rua da Hora viria daquela parada feita pela antiga maxambomba.

Mas a influência dos três não fica por ali, outra localidade que teve o nome criado por ser um cruzamento de vários trilhos foi a Encruzilhada. Uma curiosidade: quem vinha da cidade pagava um tostão (100 mil réis) até o cruzamento da Rosa e Silva com a Conselheiro Portela, mas se passasse dali em direção a Casa Amarela o valor era dobrado.

Aos 93 anos, Manoel da Costa Oliveira está no Brasil desde 1934. Chegou na Avenida João de Barros aos 12 anos e mora nesta região, onde teve uma venda bastante tradicional, há pelo menos 81 anos. “Naquele tempo se tinham seis carros no Espinheiro era muito. E era assim… As pessoas iam trabalhar de bonde e no domingo a família ia passear de carro”, lembra.

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