Há 13 anos, agricultores saem de suas propriedades para venderem seus produtos ao lado da Igreja do Espinheiro, na Rua Padre Silvino Guedes (nome oficial do trecho inicial da Barão de Itamaracá, na divisa entre os bairros dos Aflitos e do Espinheiro).

A Feira Agroecológica do Espinheiro é uma alternativa para quem mora nos dois bairros e não é necessário chegar de madrugada. O espaço funciona sempre nas sextas, das 6h às 12h.

Vinda do município de Pombos, Irmã do Carmo vende alguns produtos que dificilmente são encontrados em outros locais do Recife. Um destaque é o cuscuz agroecológico, que ela mesmo faz com o milho colhido na sua propriedade. 

Quem conhece os espaços de comercialização de orgânicos sabe que é difícil encontrar o produto e quando existe nas lojas normalmente vem de outros estados e custa bem caro. 

(foto: Eduardo Amorim/PorAqui)

Irmã do Carmo e seu esposo têm ainda araçá, galinha de capoeira (por encomenda) e até mel de abelha italiana, produzido por um primo da agricultora. Nas demais barracas, é possível encontrar ainda diversos tipos de verduras, legumes, frutas, feijão verde e raízes (macaxeira, iame, cará). 

Mas a vida de quem comercializa na Feirinha do Espinheiro não é tão fácil. Eles têm de conviver com comerciantes que se aproveitam do movimento para vender produtos comuns e não têm tido apoio do poder público para organizar o espaço. Já em relação à fiscalização, Irmã do Carmo diz que tem sido constante. 

Para quem é vegano ou tem alergia aos agrotóxicos, importante saber que faltam opções de lanches na feira e, para quem gosta de comer após fazer a feira, as opções são as barracas com coxinha, cachorro quente e outros industrializados.

A Feira Agroecológica do Espinheiro já teve um agricultor que precisou deixar o espaço durante alguns anos por vender produtos com agrotóxicos, mas atualmente todos afirmam vender apenas produtos agroecológicos. 

“Se a gente souber de alguém, vamos levar para a associação e vai ser votada a sua saída. Temos reunião todo mês”, conta Irmã do Carmo, explicando que é uma relação de confiança entre os fregueses e agricultores e também dentro do coletivo da feira. 


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