Recentemente, foi anunciado que a Netflix (gigante do streaming mundial) está valendo no mercado cerca de U$ 60 bilhões. Longe dessa realidade, mas vivendo verdadeiramente da paixão pelos filmes, três locadoras resistem até hoje na Zona Norte do Recife.

O PorAqui Aflitos e Espinheiro ampliou um pouco suas fronteiras para conversar com os responsáveis pela Unika (Aflitos), LocPoint (Rosarinho) e Classic Vídeo Locadora (Torre).

(foto: Divulgação/Classic Vídeo Locadora)

Proprietário da Unika (Rua Conselheiro Portela, 238, Espinheiro), Geraldo Camelo garante que tem clientes que são fieis desde o início da locadora, fundada em 2003. As pessoas criaram o hábito e continuam desfrutando da loja, mesmo sendo assinante de serviços de vídeo on line (VOD), como a Netflix.

"Aqui eu tenho um projeto de fazer uma ampliação da parte do açaí (o imóvel é dividido entre uma lanchonete/sorveteria e a Unika), para diminuir a locadora e aproveitar o espaço", conta o proprietário da única locadora dos Aflitos. 

Gerente da LocPoint (Rua Doutor José Maria, 804, Rosarinho), Jurandir Junior, conta que a sua clientela é formada basicamente por pessoas que gostam muito de cinema. 

Ele também identifica que muitas vezes passam por lá pessoas que estão estudando línguas e não é raro levarem "todos os filmes alemães, todos os franceses ou os alunos da ABA virem aqui pegar filmes para assistirem em inglês". O acervo da loja tem entre 4 mil e 5 mil títulos, sem contar os jogos de PS3.

"Fazemos um atendimento personalizado. Afinal, os filmes muitas vezes são os mesmos que estão disponíveis na internet. Mas a gente aqui pergunta e consegue entender o que o cliente gosta, o que a pessoa quer ver", explica Jurandir Júnior, da LocPoint

(foto: Bobby Fabisak/JCImagem)

A Classic Vídeo completa neste ano 30 anos no mercado. Com o maior acervo do Estado, a locadora guarda mais de 13 mil títulos, incluindo cerca de 6 mil em fitas VHS. Proprietário da loja, Claudio Brayner, conta que está se desfazendo de parte do acervo, já que não tem mais rotatividade. 

Ele, no entanto, destaca que tem raridades na sua coleção que chegam a valer R$ 500. Pelo site da Classic, é possível ler as explicações sobre os filmes como antigamente quem frequentava lia nos fichários de papel espalhados pela loja. 

Veja como estão descritos algumas das raridades do acervo de Claudio Brayner ou acesse aqui se tem interesse em adquirir um dos títulos à venda

"Isso é mais uma cachaça. Eu também sou colecionador, então a loja e o acervo são mantidos mais por hobby, mas não tenho lucro e acho que as outras locadoras também não devem ter", diz Claudio Brayner, da Classic Vídeo


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