Ela nunca teve filhos, passou boa parte da vida buscando seu caminho espiritual, é casada com um padre da Igreja Ortodoxa e hoje dedica seus dias a difundir, pelas redes sociais, conhecimentos relacionados à Física Quântica. Prestes a completar 80 anos, Annete Honório, pernambucana de Custódia e servidora pública aposentada, diz que “ao perceber que tudo o que vemos é ilusório e que tudo o que realmente existe é energia que vibra, passou a amar e ver beleza em todos os seres”. Seres como Vandame e Mozart, por exemplo, que são dois enormes sapos-cururus que ela cria junto com dez gatos e nove cães.

Annete com Vandame
Annete com Vandame

“As pessoas são criadas para só gostar do que é belo, não entendem que o corpo físico não existe e que somos todos uma coisa só”, ensina. Segundo Annete, a compreensão da quântica mudou radicalmente sua forma de ver o mundo, mas que ela ainda está longe de ser uma pessoa evoluída, ou seja, que “vibra numa frequência alta”.

Ela conta que para acessar essa “frequência mais alta” é preciso muito silêncio, introspecção, meditação e um estilo de vida saudável. E que esse processo passa também por muito amor e pela percepção de que a fonte divina está dentro de cada um e que por isso, tudo é possível. “Não se trata de mágica, nós realmente temos o poder de transformar a realidade, é só uma questão de querer ver as coisas de uma forma diferente”, afirma.

Amor a toda forma de vida

Annete conta que nunca estudou física, é formada em Serviço Social. Mas ao longo da vida sempre buscou um sentido no campo espiritual, desde quando era criança e frequentava a Igreja Católica, passando pela Astrologia, Igreja Ortodoxa, Espiritismo e o estudo de algumas correntes esotéricas. Mas foi ao conjugar a espiritualidade com a Física Quântica, cerca de dez anos atrás, que ela começou a receber as respostas que tanto procurava.

“De repente enxerguei que nossos sentidos são muito limitados, não nos deixam ver, por exemplo, que as árvores se comunicam e que os animais têm uma intuição bastante aguçada. Hoje eu sou incapaz de tirar uma flor do meu jardim para enfeitar a casa, pois sei que se eu fizer isso ela não vai completar seu ciclo de vida e a gente precisa respeitar absolutamente todo tipo de vida”, diz.

Sapos da família

Os sapos Vandame e Mozart, que ela diz fazerem parte da família, recentemente deram cria e agora são quatro os anfíbios que dividem a atenção de Annete com os outros pets da casa. Além de terem uma piscininha construída especialmente para eles, com uma bacia enterrada no jardim, gostam de dormir na caminha de um dos gatos e adoram a ração dos felinos. Mas o que gostam mesmo é do carinho de Annete, que não se cansa de pegá-los no colo, beijá-los e conversar com eles (confira o vídeo).

“Os animais não têm ego, por isso são evoluídos, não ficam prisioneiros à mente, como os seres humanos. Se você der uma tapa num gato, em pouco tempo ele volta como se nada tivesse acontecido, pois não sente mágoa nem ressentimento. Já os homens tiveram sua essência desvirtuada, são prisioneiros do ego”, explica.

Jumento amigo

Outro que se afeiçoou a Annete foi um jumentinho que vive próximo a sua casa, a quem ela chama de “amigo”. Durante uma caminhada, meses atrás, ela o viu e quis se aproximar, mas foi alertada pelo dono de que se tratava de um animal agressivo.

annete e o jumento

“Mas pela grande energia amorosa que tenho pelos animais, não dei bola e me aproximei, o acariciei e sintonizamos numa mesma frequência. Foi um momento inesquecível. Ele deitou a cabeça no meu ombro e ainda hoje quando o vejo de longe e o chamo, ele me reconhece e corre para mim”, conta, orgulhosa, e filosofa: “Somos cordas de um mesmo instrumento e o universo é o som”.