Terá início ainda este mês a capacitação de 50 moradores dos municípios que compõem a Área de Proteção Ambiental APA Aldeia-Beberibe para a produção de mudas, restauração florestal e recomposição de matas ciliares. O projeto, cujo valor total é de R$ 331 mil, será financiado com recursos de um termo firmado entre a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e a Interligação Elétrica Garanhuns S.A., como compensação ambiental, e terá duração de um ano.

Uma das atividades contempladas no projeto será a construção de um viveiro-escola de mudas florestais, que tem como parceira a Prefeitura de Camaragibe. Segundo o diretor de Meio Ambiente do município, Célio Muniz, a Prefeitura cederá o espaço, de 5 mil metros quadrados, na Estrada do Cajá (antigo jipódromo), a água e a energia elétrica.

Tendo como meta o cultivo de 100 mil mudas no primeiro ano, o viveiro será um dos principais legados do projeto, que é desenvolvido pelo Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan). Ali, segundo Célio Muniz, além de serem capacitados trabalhadores locais e das prefeituras que compõem a APA, durante o projeto, funcionará depois uma sementeira com a venda de mudas nos moldes da sementeira do IPA, no Parque do Cordeiro.

“Para que o viveiro seja sustentável, as mudas de espécies florestais, plantas medicinais e ornamentais serão vendidas à população. E pretendemos também que elas sejam utilizadas, futuramente, no paisagismo de nosso município, embelezando ruas, avenidas, escolas e praças. Queremos incentivar as pessoas a cultivar plantas e melhorar o ambiente como um todo”, explica o diretor.

As florestas nossas de cada dia

Resíduos orgânicos

Outra meta da Diretoria de Meio Ambiente – que está diretamente ligada ao viveiro – é a instalação, no terreno ao lado, de uma unidade de processamento de resíduos orgânicos. Para ali serão levadas aparas de gramado, folhas e podas de árvores de toda a região e mais o resíduo orgânico do mercado municipal. E tudo será transformado em adubo para a sementeira e também para comercialização.

“Se tudo der certo, a tendência é de que aquele terreno do antigo jipódromo tenha como destino a sua vocação original, de área verde, servindo como um laboratório para a recomposição florestal da nossa região de forma autossustentável e ainda gerando emprego e renda para a população”, empolga-se Célio Muniz.