Aproveitando a Semana do Meio Ambiente, a Prefeitura de Camaragibe resolveu lançar uma enquete perguntando aos moradores de Aldeia que nome deve ter o parque do km 10,5, aquele que já foi Espaço do Saber e que há anos espera por uma infraestrutura básica para funcionar. Equipes da Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente estarão em diversos pontos de Aldeia até a próxima segunda-feira, munidos de tabletes e celulares, para incentivar as pessoas a votarem. Quem quiser fazê-lo diretamente, basta acessar o link https://goo.gl/forms/HvHjFjLH9IO2I6LW2

Primeiro passo: o parque, tão desejado e esperado pela população, vai ter nome.
Primeiro passo: o parque, tão desejado e esperado pela população, vai ter nome.

População será convidada a “plantar” o parque de Aldeia

As cinco opções disponíveis para escolha são: Parque Aldeia dos Camarás, Espaço Conectar, Espaço de Todo Mundo, Ecoparque Espaço do Saber e Ecoparque Camará. Segundo Célio Muniz, diretor de Meio Ambiente de Camaragibe, esses nomes foram sugeridos por entidades sociais da região, como o Movimento Espaço Saber Resiste, o Fórum Socioambiental de Aldeia e o Conselho Municipal de Meio Ambiente.

Na próxima segunda-feira, 11, a consulta popular será encerrada e o parque será oficialmente batizado durante a reunião do Conselho Gestor da APA Aldeia-Beberibe, que será realizada no próprio parque. Além da colocação de uma placa, serão plantadas algumas mudas nas margens do rio das Pacas, numa representação simbólica da revitalização das nascentes que encontram-se ameaçadas dentro da APA.

Abandono

Apesar de louvável, a iniciativa de consultar a população sobre o nome do equipamento não é suficiente. Fato é que o local continua sem iluminação, sem segurança e com montanhas de lixo na sua fachada. Segundo o diretor de Meio Ambiente, o problema é burocrático. “A Prefeitura já conseguiu a licença ambiental, já tem os recursos para investir, mas os trabalhos estão emperrados porque ainda falta concluir o projeto executivo de construção da infraestrutura”, lamenta Célio Muniz. Superada essa fase, ele acredita, tudo correrá mais rápido.

A fachada do parque é um eterno lixão
A fachada do parque é um eterno lixão

A arquiteta Lenora Alves, moradora de Aldeia, diz que ficou muito feliz tanto com a possibilidade de ajudar a escolher o nome do parque como em conhecer o projeto que se pretende implantar ali. Isso porque, segundo a Prefeitura, “serão 8 hectares de área verde proporcionando um contato permanente com a natureza, onde serão instaladas quadras de esportes, espaços para piquenique, playground, praça de alimentação, banheiros, centro administrativo e estacionamento, além de um viveiro florestal”. A arquiteta questiona: “e quando começarão as obras, qual o prazo de conclusão?”.

O projeto elaborado pela Prefeitura e que prevê uma série de equipamentos.
O projeto elaborado pela Prefeitura e que prevê uma série de equipamentos.

Para Anderson Rangel, do Movimento Espaço Saber Resiste, “a pesquisa de nome é fora de tempo, tendo em vista que anda não se tem resposta acerca de prazos e dos recursos para a conclusão e manutenção da obra”. Já o presidente do Fórum Socioambiental, Herbert Tejo, diz que a entidade apoia a iniciativa “por considerá-la importante enquanto estratégia de envolvimento da população no projeto do parque. O fundamental, depois desse primeiro passo, é que continuemos a pressionar para que o projeto se materialize”.