No post anterior sobre internação involuntária, ficamos de falar um pouco sobre a codependência. Um comportamento bem comum entre familiares de pessoas com dependência química, alcoolismo e até mesmo jogos e internet.

A codependência ocorre quando o familiar do paciente também está em desequilíbrio. É um envolvimento com alguém que demanda ajuda ao ponto que a outra pessoa anula as suas necessidades pra viver as necessidades de quem pede. Há uma cumplicidade em que os dois vivem um em função do outro, baseado nesse adoecimento.

Às vezes o familiar ou amigo se deixa envolver tanto no problema que também adoece
Às vezes o familiar ou amigo se deixa envolver tanto no problema que também adoece

Esse comportamento pode ser encontrado com facilidade em várias outras áreas não só em relação a dependências. Na nossa cultura, inclusive, é até visto como positivo.

Muitas vezes achamos que agradar aos outros e não a nós mesmos é sempre a melhor escolha. Paramos tudo para atender o ente querido e aos poucos vamos nos deixando de lado até chegar ao ponto que só o que o outro quer e precisa é importante. No dia que precisamos dessa mesma pessoa, simplesmente a ajuda não acontece.

Dependência emocional

Mãe, pai, irmão, marido ou esposa ou alguma pessoa próxima pode se tornar dependente do adicto emocionalmente, sendo excessivamente permissivo e compreensivo com os abusos do outro, que muitas vezes é controlador e autoritário.

As pessoas com codependência, em geral, confiam muito na realidade elaborada por quem tem a dependência. Por mais repetidas e até um tanto longe do razoável que as desculpas – para fazer uso da droga de preferência ou para esconder a situação – possam parecer, o codependente acredita ou, mesmo desconfiando fortemente ou não concordando, ainda faz o que ele quer.

Grupos de autoajuda podem ser bastante úteis nesses casos
Grupos de autoajuda podem ser bastante úteis nesses casos

Cumplicidade

Psicólogos e psiquiatras têm vários exemplos em seus consultórios de familiares que chegam a ir em lugares perigosos, como em bocas de fumo, por exemplo, comprar a droga para seu ente querido e assim o proteger daquele perigo. Os dois acabam por ter pouco senso crítico e vivem em uma espécie de estado de negação do problema.

É também comum o codependente abandonar suas próprias atividades de trabalho, estudos ou vida social, da mesma forma como acontece com a pessoa dependente em decorrência de seu próprio uso de drogas.

E o que fazer então? Procurar ajuda, sempre. Fazer terapia, participar de grupos de autoajuda e estar sempre atento aos próprios comportamentos de acordo com as novas informações adquiridas são atitudes que podem mudar a forma de a pessoa entender melhor os seus relacionamentos, renovando as próprias atitudes.

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Esta coluna é assinada pela Clínica Hospitalar Novo Nascer, que funciona em Aldeia e oferece tratamentos em Dependência Química, Alcoolismo e Transtornos Emocionais, como depressão e bipolaridade.

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