É hora de pensar na internação involuntária? Esse tipo de internação ainda levanta debates, é cercada de dúvidas e não sem motivo. Pra muita gente é uma forma de assistência que se apresenta como único caminho. Mas somente deve se lançar mão dela com a indicação do médico psiquiatra, que avalia toda a situação e toma a decisão.

“Mas, e se o psiquiatra quiser internar a pessoa que estou levando e eu não concordar com isso, desistir na hora, por exemplo? Vai internar mesmo assim?” De forma alguma! A decisão precisa ser conjunta. Da mesma forma que se o médico disser “não” para a internação involuntária e o responsável pelo paciente ainda assim a desejar, nada acontece e o familiar leva seu ente querido pra casa.

Insegurança

“E a coragem? Será que estou fazendo a coisa certa?”. É comum encontrarmos quadros familiares em que a pessoa a ser internada reclama, xinga, faz ameaças e até mesmo tenta partir para a agressão física. O familiar ou responsável – especialmente se for o caso da primeira internação – pode ficar bastante inseguro em ir pra casa e deixá-lo na clínica.

Mas, se pensarmos no estado mental desse paciente, que está extremamente condicionado ao ciclo – cada vez mais curto – do uso da droga, que está com suas possibilidades cognitivas reduzidas, fica mais fácil compreender certas posturas que muitas vezes não condizem em absoluto com seu comportamento natural.

Por isso mesmo é muito importante que os familiares, sendo de pacientes involuntários ou voluntários, sejam também atendidos, mantenham algum tipo de terapia, participem de grupos de ajuda, e ainda sejam presentes no processo de internação.

Nem sempre o familiar ou a pessoa que convive com o paciente sabe que na verdade ele pode ser uma pessoa codependente. E o que é a codependência? Esse é o tema de nosso próximo post!

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