Você sabia que, apesar de ser bastante frequente no Nordeste brasileiro, o bambu é ainda muito subestimado por aqui? Pouca gente sabe que ele é considerado a “planta dos mil usos”, pois tem uma infinidade de propriedades e usos. Renovável e de crescimento rápido, o bambu é importantíssimo também para o meio ambiente, retendo umidade, segurando barreiras e recuperando áreas degradadas.

Parapeitos e corrimãos também podem ser feitos com bambu
Parapeitos e corrimãos também podem ser feitos com bambu

Tudo isso e muito mais vai ser abordado durante uma vivência chamada “Aproveitamento sustentável do bambu”, que o permacultor cearense Paulo Campos vai coordenar, de 30 de março a 1º de abril, no Sítio Pitanga, em Igarassu (entrada pelo km 16 da Estrada de Aldeia). Os participantes ficarão hospedados no local, onde poderão dormir em barracas de camping, colchões ou redes, e terão alimentação natural incluída no valor da inscrição (que varia de R$ 180 a R$ 200).

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De acordo com Paulo Campos, a primeira parte da vivência, e que ele considera a mais importante, é feita no campo, com a touceira do bambu, onde os participantes vão aprender a identificar as varas maduras e, entre as maduras, as que podem e devem ser removidas. Em seguida serão orientados sobre como armazenar a vara e, finalmente, os processos de escolha das varas, técnicas de encaixe e as diversas aplicações do bambu.

“É importante desmistificar certos conceitos do senso comum que acham que bambu é uma matéria-prima provisória, feita apenas para estruturas provisórias. Se bem manejado e conservado, ele dura uma eternidade”, diz o professor, que trabalha com bambu há 20 anos estudando e pesquisando sobre a planta.

O bambu pode ser usado também para grades
O bambu pode ser usado também para grades

Uma das grandes vantagens do bambu, segundo Paulo, é que ele cresce muito rápido e se renova o tempo todo. “Quanto mais a gente corta a touceira, mais ela se renova. O bambu é da família das gramíneas, é como se fosse um capim gigante. E enquanto uma madeira de lei de boa qualidade leva anos para chegar ao estágio de ser removida, o bambu amadurece em três anos”.

O curso de uso sustentável do bambu será adaptado à demanda dos participantes. Paulo Campos adianta que vai tentar passar as informações de acordo com o que os participantes tiverem interesse e que, ao final do curso, eles serão capazes de usar os conhecimentos para produzir inúmeras coisas, desde utensílios e objetos de decoração, até estruturas maiores, passando pela movelaria.

Aproveitamento sustentável do bambu
Sítio Pitanga
Estrada da Pitanga, Igarassu
(081) 99858-4048