Quando uma pessoa está quimicamente dependente de uma substância, há um momento em que a internação é a solução mais adequada. O momento de decidir é cercado de dúvidas, desconfianças e incertezas. É natural, especialmente para quem está se internando pela primeira vez.

Porém, quando já está claro que a pessoa não tem condições de se recuperar estando em casa, mesmo buscando assistência de qualidade, e especialmente quando ela representa um risco à sua própria integridade física ou à de outra pessoa, é hora de considerar firmemente a internação como a forma terapêutica de recuperação mais adequada.

Perdas acumuladas

Chegar a essa decisão nem sempre é fácil. Mas estar consciente dos riscos que a pessoa passa por não estar internada em espaço apropriado pode facilitar, assim como avaliar as perdas acumuladas ao longo do tempo, como as referentes a relacionamentos, empregos e à confiança das pessoas mais próximas. É um ato de coragem que salva vidas todos os dias.

O indivíduo não tem mais capacidade cognitiva para tomar as melhores decisões até mesmo para a sua própria proteção. E por isso mesmo a violência é um fator que leva a óbito mais pessoas com dependência do que a overdose, dado ainda pouco conhecido fora do círculo médico.

A pessoa com dependência entra em lugares que nunca entraria se a droga não estivesse no centro de sua vontade. Toma atitudes que são muito diferentes de sua própria normalidade. Está totalmente fora de controle. A droga é a única coisa que importa em sua vida e é até mais importante que a própria vida.

Ajuda de terceiros

A decisão pela internação, assim, quase sempre precisa vir de fora, de quem quer ver o dependente vivo e recuperado. Pode ser um familiar ou alguém que convive com a pessoa. O importante é que ela receba o tratamento. E é necessário que se aja o quanto antes para que se preserve ao máximo a vida e as condições neurológicas do paciente.

Nessa hora é comum deparar-se com uma outra questão: a necessidade de uma internação involuntária. No próximo post, falaremos mais sobre as diferenças de internação voluntária e involuntária. Até lá!

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