Na noite de 29 de agosto de 2016, o engenheiro eletrônico paraibano, ex-executivo da IBM, pesquisador de saúde quântica, Eduardo Chianca Rocha, 66, deixou o Recife, onde vive, rumo a uma turnê internacional de palestras e cursos de formação em cinco países. Jamais imaginava que sua viagem rotineira seria interrompida na primeira parada, na Rússia, onde seria preso e apontado como traficante internacional de drogas, por carregar em sua bagagem alguns litros de ayahuasca (chá utilizado ancestralmente por povos indígenas). Mas, desafortunadamente, foi exatamente isto que aconteceu.

A sede do instituto fundado por Eduardo Chianca fica no km 17 de Aldeia
A sede do instituto fundado por Eduardo Chianca fica no km 17 de Aldeia

Terapeuta desde 2006, Chianca desenvolveu uma terapia holística de reequilíbrio de chacras chamada “Frequências de Luz” e vive para difundí-la. Abandonou sua bem-sucedida carreira na IBM, multinacional que atua na área de informática,  para entregar-se de corpo e alma ao que considera sua missão planetária. Escreveu um livro sobre o tema (“Frequências de Luz” , pela editora UFMG) e a técnica lhe rendeu reconhecimento internacional. Por esse motivo, costumava viajar uma ou duas vezes ao ano para levar a terapia a outros países, onde faz palestras e cursos de formação de novos terapeutas.

As florestas nossas de cada dia

No ano de 2010, o terapeuta esteve em Moscou pela primeira vez, juntamente com o professor pernambucano Wallace Lima, estudioso da Física Quântica e suas aplicações na área de saúde quântica, a convite do cientista russo Prof. Ladislav Lugovenko, que fazia pesquisas sobre os índigos, termo utilizado para descrever uma nova geração de crianças com dons especiais.

A terapia Frequências de Luz despertou o interesse dos russos, fazendo com Chianca passasse a incluir a Rússia na sua agenda, visitando o país sempre que ia dar cursos na Europa. Eduardo chegou a formar cerca de 500 novos terapeutas no país e também recebeu alunos russos, ucranianos e europeus no instituto fundado por ele, o Instituto Plêiades, com sede em Aldeia.

A falha do terapeuta, porém, foi entrar em um país estrangeiro sem saber se a legislação permite a ayahuasca. Contudo, o erro não deveria ser capaz de transformá-lo em um bandido traficante internacional de drogas Especialistas brasileiros afirmam que o laudo usado pelas autoridades russas não reflete a verdade, uma vez que a quantidade de chá encontrada na bagagem de Eduardo daria para fabricar uma quantidade ínfima da droga, jamais a quantidade alegada pelos russos.

Patrícia Junqueira, esposa de Eduardo, praticamente moveu céus e terra para ajudar o marido. Graças a seus esforços e contatos com pessoas influentes de todos os segmentos, inclusive do meio político – e certamente também graças ao currículo exemplar do acusado -, conseguiu que o presidente Michel Temer intercedesse para a libertação do terapeuta.

O chefe do governo brasileiro falou com o presidente russo Vladimir Putin sobre o assunto por duas vezes: em outubro de 2016, durante a reunião dos BRICs em Goa, na Índia; e em junho deste ano, em Moscou, também na reunião dos BRICs, ocasião em que Michel Temer pediu que fosse concedido o indulto presidencial a Eduardo Chianca. Lamentavelmente, não teve sucesso quanto ao indulto.

Chianca foi a julgamento em maio deste ano e condenado a seis anos e meio de prisão. Recorreu da sentença e teve sua pena reduzida a 3 anos. Este fato, por si, parece indicar que a justiça russa sabe que o acusado não é, nem nunca foi, um traficante internacional de drogas. Pessoas entendidas do sistema de leis russo afirmam que a pena para este tipo de crime costuma ser de mais de 10 anos.

Então, se o eficiente sistema russo de investigação nada encontrou, no currículo de Eduardo, que pudesse classificá-lo como criminoso, resta a pergunta: por que, então, o terapeuta foi condenado? Talvez o governo russo não veja com bons olhos a terapia espiritual Frequências de Luz? Não sabemos.

A terapia criada por ele é baseada na frequência de luzA terapia criada por ele é baseada na frequência de luz

Com a pena amenizada, a família e o advogado de Eduardo aguardam decisão favorável da justiça da Rússia no sentido de permitir que ele cumpra o restante da condenação no Brasil.

Torcemos para que, muito em breve, Eduardo Chianca possa estar de novo à frente do Instituto Plêiades, levando adiante seu valoroso trabalho pela expansão da consciência no planetaa

A colaboradora e autora do texto Dodora Bittencourt é escritora e moradora de Aldeia desde 1990.

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