De acordo com o Código Florestal brasileiro, áreas de preservação são áreas cobertas ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas.

Aldeia é um destes tesouros ambientais, que tem sido buscado cada vez mais por pessoas ansiosas por uma qualidade de vida melhor, onde possam respirar melhor e os filhos possam crescer em contato com a fauna e a flora, tão ricamente desejada e explorada pelos povos de países afora.

Animais domésticos sofrem com os fogos no período junino

Nesta busca frenética de lugares paradisíacos, muitas empresas estão se instalando em nosso lugar: desde pequenos empresários, muitos preocupados com a preservação, mas também empresas que passam por Aldeia como visitantes e em períodos festivos. Parabenizo empresas que se preocupam em criar para seu funcionário um ambiente de lazer com a qualidade que Aldeia tem a oferecer.

O que nos preocupa, falo em nome da população que mora aqui e vive aqui toda sua história de amor por um lugar, é o fato de que pessoas que não convivem com hábitos de preservação, estão ameaçando nosso santuário com hábitos de cidade grande.

Neste último final de semana, em uma festa de importante hospital de nossa capital, diga-se de passagem empresa idônea e de valor imensurável para nosso povo, transtornos terríveis aconteceram, como animais desesperados com bombas absurdas, animais com ouvidos estourados, animal atropelado e morto durante o medo dos sons estonteantes. Isso sem falar na quantidade de descartáveis que ficaram jogados ao longo da estrada nos arredores do clube.

Fiquei a pensar nos idosos, nos que estão em homecare, nas clínicas de recuperação de doentes psiquiátricos…

Precisamos pedir socorro! Nosso lugar não pode morrer…

Solicitamos dos meios de comunicação em massa que divulguem mais a necessidade de cuidar desta nascente de felicidade que se chama Aldeia. Precisamos que os visitantes cheguem aqui como visitantes educados que estão a visitar uma casa nobre e rica. Solicitamos das empresas que eduquem seus funcionários quanto à preservação do ambiente. Solicitamos à população de Aldeia que não se cale, não desista deste lugar, caso contrário isto estará apenas começando, e desta vez não teremos um “final feliz”.

Uelitânia Duarte é dentista e moradora de Aldeia há 15 anos.

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