Cansados de ver acidentes se repetindo e os perigos aumentando a cada dia, os moradores de Aldeia se preparam para fazer um protesto ativo e ao mesmo tempo simbólico, no próximo sábado, dia 13/4, na lombada do km 8, que está há meses sem sinalização.

O ato, previsto para às 10h30, acontece depois que o Jornal do Commercio publicou uma reportagem com o título “A decadência da Estrada de Aldeia” (domingo, 7/4), em que o Fórum Socioambiental de Aldeia denuncia o grave risco que representam os inúmeros buracos e a falta de sinalização na rodovia.

JC 7 de abril

Segundo o engenheiro Aécio Gomes de Matos, morador preocupado com o estado da rodovia, o objetivo do movimento de sábado é salvar vidas, pois o que está acontecendo é “um crime em andamento” e o Estado tem que se responsabilizar pelas mortes que venham a ocorrer aqui. “Vamos fincar placas provisórias e pintar a lombada para que acidentes sejam evitados. E também vamos acionar os mecanismos legais para pressionar as autoridades a cumprirem com os seus deveres”.

Heloiza Barza
Heloisa Barza

Já a empresária Heloisa Barza, que perdeu uma irmã em acidente no km 10, afirma que o movimento vai chamar a atenção para um problema que está longe de se restringir à “lombada invisível” do km 8. Ela é uma das vítimas do descaso do poder público. Além da batida que terminou na morte da irmã, em 2005, outro acidente muito grave aconteceu na família de Heloisa, envolvendo os pais da empresária, no ano passado. E na semana passada, ao cair num buraco próximo ao Haras Cascatinha, no km 7, ela própria teve dois pneus estourados e por pouco não se acidentou.

“Esta estrada é assassina. Para se ter uma ideia, meus pais estavam a 40km/h quando foram atingidos por um carro que desviava de um buraco no km 3,5. A batida foi tão forte que eles tiveram que ser retirados das ferragens pelos moradores da comunidade do Ostracil, que fica ali perto”, conta. “O perigo aqui está em toda parte!”.

Protesto pela recuperação da Estrada de Aldeia
Sábado, 13 de abril, 10h30, na lombada no km 8