Talvez você acredite que incêndios florestais não existam na Mata Atlântica e ache que estejam restritos a lugares mais secos. Foram bem noticiados incêndios devastadores no Chile ao final de janeiro deste ano. Agora em junho, ocorrem em Portugal.

Mas, em dezembro do ano passado, tivemos um incêndio em Taquaritinga do Norte que durou seis dias e só foi contido com o auxílio de 50 voluntários.

E aqui em Aldeia, no ano passado, choveu apenas cerca de 30% da média histórica. Tivemos muitos focos de incêndio. A maioria desses incêndios florestais ocorre em decorrência de queima de lixo em terrenos próprios ou terrenos baldios vizinhos. O fogo sai de controle.

Ações policiais decorrentes de ação junto ao Ministério Público seriam importantes para prevenir esses incêndios florestais. A lei prevê até oito anos de prisão para quem provoca incêndios que fogem ao controle e atingem propriedades vizinhas.

Quanto ao combate aos incêndios florestais aqui em Aldeia, em alguns casos os bombeiros conseguem encontrar os locais. Mas não há um sistema de mapeamento geo-referenciado. Mesmo que saiam imediatamente, demoram no mínimo 1 hora para começar a atuar. E estão preparados basicamente para incêndios urbanos.

Assim é que, articulados através do Fórum Socioambiental de Aldeia, a Diretoria de Meio Ambiente de Camaragibe e o Ibama (Prevfogo) devem ministrar um curso para formação de voluntários e manter equipamentos para prevenir, detectar, combater e registrar os incêndios florestais em Aldeia.

Contudo, uma parte importante depende de nós: de nós devem sair os voluntários, cabem a nós os cuidados preventivos, cabe a nós avisar aos bombeiros com precisão sobre o local dos incêndios, cabe a nós acionar o Ministério Público ou acionar diretamente as autoridades sobre cidadãos que ateiam fogo para “limpar” e causam incêndios florestais.

Nosso colaborador Marcos Sampaio é engenheiro e morador de Aldeia

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