O Projeto Semeando Camaragibe, que prevê ações de enfrentamento aos efeitos das mudanças climáticas, foi selecionado pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente e vai destinar ao município recursos da ordem de R$ 485 mil a serem investidos na implantação de hortas escolares e comunitárias, plantio de áreas de proteção, viveiro florestal e ações de educação ambiental na rede municipal de ensino. De 206 projetos apresentados, apenas 14 foram aprovados e Camaragibe ficou em sexto lugar.

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“Estamos muito felizes com a aprovação do projeto, que terá agora uma fase de apresentação de documentos e deverá se iniciar efetivamente em janeiro de 2019. O passo inicial desse projeto ambicioso é envolver a sociedade, pois ela é a força motriz dos processos de mudança e a principal atingida pelos problemas advindos das mudanças climáticas”, declara Célio Muniz, diretor de Meio Ambiente da Prefeitura de Camaragibe.

O aquecimento provoca uma série de consequências à vida na Terra
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Segundo o projeto, o objetivo é proporcionar uma ampliação da discussão sobre efeitos das mudanças climáticas por meio de ações práticas na área urbana da sede do município, seja uma intervenção direta para proteção da biodiversidade e dos recursos hídricos, sejam ações práticas como a gestão do viveiro de mudas e o enriquecimento de espaços públicos com espécies nativas. Cada uma das ações será envolvida pela comunidade escolar ao integrar as tecnologias como instrumentos de educação, estimulando a criatividade e a vivência ambiental fora da sala de aula.

Ações como viveiro de mudas e plantio de árvores estão contempladas
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“Podemos concluir que o projeto vai muito além de recuperar cinco hectares de APP, instalar três hortas comunitárias em escolas, apoiar a gestão do viveiro municipail de mudas florestais e enriquecer praças públicas com 300 mudas nativas. Ele objetiva ser o gatilho de disparo do envolvimento da sociedade e despertar a proatividade dos jovens sobre o que é e como podem contribuir para o enfrentamento das mudanças climáticas por meio de ações práticas, estando totalmente em consonância com os princípios da Política Nacional de Meio Ambiente e, por consequência, ao Fundo Nacional de Meio Ambiente”, diz o diretor.

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