Ainda não muito popular, agility é um esporte criado em 1978, na Inglaterra, que desenvolve os músculos de humanos e de seus cães ao mesmo tempo em que estimula a interação entre eles. Pode-se dizer que é um esporte parecido com o hipismo, só que adaptado a cães. Trata-se de um percurso com obstáculos que deve ser transcorrido com o menor número de falhas, no menor tempo possível, por uma dupla formada por um cachorro e um ser humano. “Qualquer pessoa com um animal de qualquer raça – e até sem raça – pode formar uma dupla de agility e começar a treinar. Eles vão gastar energia, desestressar-se e, ao mesmo tempo, se conhecer melhor”, explica Alexandre Borges, 46, dono do Parque Canino Wood’s Nook, no km 6 da Estrada de Aldeia, e pioneiro do agility em Pernambuco, na década de 1990.

Segundo Alexandre, os cães hoje são muitas vezes indevidamente tratados como se fossem gente. “Cachorro não gosta de botinha nem de caminha”, brinca ele, “cachorro gosta de terra, de correr, caçar, brincar”. Por ficarem confinados em apartamentos ou em pequenos espaços, explica, eles geralmente desenvolvem desvios de comportamento, como agressividade, desobediência e estresse. Daí a importância do exercício físico e do treino de agility, que é feito com o próprio dono sob orientação de especialistas.

No Wood’s Nook (“Recanto do Bosque”, em português), os treinos são às terças e sábados. Ali, cerca de 25 duplas participam das aulas, divididas pelo nível de desenvolvimento: iniciante, intermediário ou avançado. No percurso, que varia de 100 a 200 metros, a dupla precisa ultrapassar de 14 a 22 obstáculos – túneis, gangorras, passarelas, muros, slalom e pneus. Aqueles que mais se destacam geralmente participam de campeonatos, como a Copa CBA (Comissão Brasileira de Agility), Campeonato Brasileiro e os campeonatos estaduais.

Alexandre e Eva
Alexandre e Eva são campeões pernambucanos grau dois

Ainda de acordo com Alexandre, Pernambuco é o segundo estado do Brasil em qualidade e quantidade de praticantes de agility, com cerca de 80 duplas, 50 delas aptas a competir. Ele mesmo e sua cadela Eva, da raça border collie, são os atuais campeões pernambucanos no grau dois. Ele conta que muitas vezes a pessoa começa a treinar com seu pet e, quando começa a tomar gosto, até compra um outro cão só para competir. Os condutores, que são os humanos, podem ser de qualquer idade. No Wood’s Nook, hoje, o mais jovem tem 9 anos e o mais velho, 50. “Mas conheço uma condutora em São Paulo que tem 80 anos”, diz. Ou seja, praticar agility pode ser uma divertida opção de fitness para todas as idades.

Mais informações: (81) 3459 1473 / (81) 99292 5022.