Quando seus filhos eram pequenos, o bancário Sílvio José Luiz, hoje com 46 anos, começou a se preocupar com a qualidade dos alimentos que a família consumia. Apaixonado por pão, descobriu que os pães industrializados que comprava em padarias e supermercados chegavam a ter, alguns deles, até 30 aditivos químicos para conservar sua aparência e validade. Comprou um livro de receitas e nunca mais parou de fabricar o produto.

“No começo eu fazia para nosso consumo de casa. Com o tempo os amigos e parentes começaram a pedir e eu fui experimentando novos sabores, novas formas de fazer, e fui me aprimorando”, relata Sílvio. Morador da Chã da Peroba, ele hoje aproveita seus fins de semana para botar a mão na massa e ganhar uma graninha extra. Com a ajuda da esposa, Elane Ximenes, chega a entregar até 30 pães por semana em Aldeia, nas versões integral, multigrãos, azeitona, alecrim, chocolate e passas, entre outras.

pães integrais
Com a ajuda da esposa, Elana, Sílvio produz seus pães artesanalmente. Foto: Tatiana Portela

Além de escolher o sabor, o cliente pode optar pelo pão sem glúten – feito com um mix de três ou quatro farinhas – e o de fermentação natural. “Este é considerado o ‘santo graal’ da panificação”, brinca o padeiro.

“Porque a fermentação natural é a forma mais primitiva de se fazer o pão”, explica. Segundo Sílvio, essa é uma técnica totalmente artesanal, porque o fermento é produzido e cultivado pelo próprio padeiro e, se bem alimentado, pode chegar a durar séculos. “Assim como o iogurte, o fermento é vivo. Se você o mantém refrigerado e o alimenta com água semanalmente, ele vai voltando a crescer e não se acaba”, detalha.

Sílvio tem um fermento, que chama carinhosamente de Vittorio, que produziu em 2015, depois de muitas tentativas. É com ele que faz os pães de fermentação natural, um processo simples, porém demorado – cerca de seis horas –, em que além do gás carbônico, o fermento produz ácido acético. É este gás, explica, que evita a sensação de desconforto que algumas pessoas sentem quando comem pão. “Essa demora acontece porque o metabolismo do glúten é lento”, ensina.

Sílvio mostra, orgulhoso, seu fermento Vittorio. Foto: Tatiana Portela

O casal diz que pretende investir em panificação quando ambos se aposentarem. Mas desde que a fabricação de pães não deixe de ser a atividade prazerosa que é hoje para eles.

Para encomendas e informações: 9 8771 4788 e 9 9212 4788.

Tabela de preços dos pães