A capoeira foi eleita, em 2008, patrimônio imaterial da cultura brasileira pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Porém, o reconhecimento da sua importância cultural, a partir de toda sua historicidade, foi uma conquista gradual e extremamente relevante. É reflexo de mudança da sociedade. Mesmo depois da abolição de 1888, o jogo-ritual era proibido e perseguido.

O Contra-Mestre Alexandre, que dá aulas na conhecida Praça de Eventos de San Martin (praça da lombada eletrônica) desde 2004, através do grupo cultural de Capoeira Regional Ginga Brasil, diz: “A capoeira mexe com seu corpo todo. O movimento pode ser feito tanto no chão quanto em cima ou de lado. Ela tem todos os movimentos, não tem uma forma. Tem liberdade pra mudar, novos movimentos. Essa é a mágica, porque tem o poder de iludir ou de ludibriar”.

Por toda cidade do Recife, temos diversos mestres de capoeira com seus grupos de ação social, podendo ser ou não gratuitos. Para os moradores da Zona Oeste, o grupo Capoeira Regional Ginga Brasil, do Mestre Alexandre, dá aulas para toda comunidade e também para pessoas de outros bairros. 

As aulas acontecem todas as quartas, sextas e sábados, às 17h, de forma gratuita, para alunos a partir dos 7 anos de idade.

Além do grande valor dessa tradição folclórica para a sociedade, há também muitos benefícios para o indivíduo. “É muito rica e tem a contribuir com o povo não só no que diz respeito a qualidades físicas, mas contribui pro respeito e formação do caráter”, diz o Mestre Alexandre. 

Ela cuida tanto do corpo, quanto da mente. “A consciência vem da filosofia dos mestres. Ter sempre o respeito com o colega, preservar a pessoa. Quando você quer agredir o colega, você já sai do objetivo da capoeira”.


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