Você que frequentou a praia de Boa Viagem nos anos 90 é, entre outras coisas, um vitorioso. Sim. Isso porque muitas das coisas que os frequentadores de BV Beach viveram há duas décadas são apontadas como perigosíssimas hoje em dia. 

Além disso, tem outras coisas que nos divertiam e que eram ansiosamente aguardadas durante a semana. Vamos à lista?   

1 – Tubarão

(foto: Igo Bione/arquivo JC)

Falar de praia de Boa Viagem nos dias atuais e não falar do Mestre Tuba é uma coisa praticamente impossível. Pois bem. Naquela época também, os ataque já eram iminentes, mas ocorriam em menor quantidade, o que não assustava tanto a população. 

Não sei vocês, mas a diversão de muita gente era saber o quão mais a fundo se conseguia ir no mar. #vivendoperigosamente

2 – Salva-vidas

(foto: Youtube)

Se hoje já não se vê tantos agentes salva-vidas na orla, 20 anos atrás eles eram ainda mais escassos. O monitoramento ocorria apenas de cima dos postos de vigilância, de onde os guardas esperavam os chamados. Tumultos e aglomerações em torno de pessoas que estavam se afogando eram corriqueiros.

3 – Protetor solar era para os fracos

As preocupações com a insolação não ocupavam bem a mente dos banhistas. O que se queria mesmo era passar o bronzeador, chegar por volta das 9h ou 10h e só sair depois das 14h. Quem nunca? Quem gostavam eram as crianças, que passavam o tempo todo no mar. Os adultos passavam de tudo no corpo, até Coca-Cola.

4 – Lixo era boia

(foto: Clemilson Campos/arquivo JC)

Banhar-se no mar com sacos plásticos e palitos de picolé era comum. Isso sem falar da areia, que era tomada por resíduos.

5 – Hot dog no lanche

(foto: Tripadvisor)

Para a criançada, não tinha jeito. Não tinha promessa de churrascaria certa. O que acalmava a galerinha era o hot dog manipulado em condições precárias mesmo. Naquela época, não tinha tanta fiscalização na venda de comes e bebes.

6 – Barco de Bubuska

(foto: reprodução)

Você chegava à praia e já escutava o som que vinha do barco, mas não fazia ideia de onde ele estava. De uma hora para outra, eis que surge o Barco de Bubuska Valença. Foi por muito tempo o som da praia.

7 – Corpo de areia

(foto: reprodução)

Para passar o tempo enquanto estava proibida de ir ao mar pelos pais, a criançada se distraía brincando na areia. Eram construídos castelos, buracos enormes, mas uma coisa deixava sequelas pelos dias seguintes: cobrir o corpo com areia. 

Entrava areia pela sunga/biquíni, pelos cabelos e orelha. Depois tinha que aguentar a tiração de onda no colégio por estar, dias depois, cheio de areia.

8 – Chuveirão de ficha

Na saída da praia, para tirar a areia dos pés (ou parte dela, né? Já que sempre ficava uma parte do corpo suja), havia chuveirões no calçadão que funcionavam movidos a fichas telefônicas.

9 – Pirulito de açúcar derretido

Quem não lembra daqueles pirulitos de açúcar derretidos embalados em um papel colorido? A gente implorava para ganhar e, quando era atendido, não comia nem metade. Mas era massa.

(foto: reprodução)

10 – Volta para casa

Ir de carro para a praia era sinônimo de retorno repleto de aventura, principalmente quando os primos ou vizinhos estavam todos reunidos. Se na ida todos estavam sentadinhos, às vezes até com sinto de segurança, a volta era no porta-malas para não sujar o banco de areia.

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