Hoje com 178 barracas, a Feira de Artesanato de Boa Viagem foi criada em 1966 e, mais de 50 anos depois, vem perdendo o status e já não é parada obrigatória entre os turistas que visitam o Recife. Essa é uma das reclamações dos feirantes, que se queixam de queda nas vendas principalmente nas barracas de artesanato.

“Chega essas épocas, como Carnaval, e não tem nenhuma evento de promoção aqui”, se queixa uma vendedora de roupas que atua no local há 18 anos, mas não quis se identificar. “Falta uma ação para divulgar nos hotéis e para trazer atrações culturais para cá, coisas que, se a Prefeitura fosse mais presente, já teria resolvido”, conta uma vendedora de bijuterias que está na feira desde 1973.

Esta segunda expositora relata que há fiscalização diária, mas nada que sirva em prol de um planejamento para a feira, para se chegar à resolução de problemas. “A Prefeitura tem que andar aqui dentro para ver melhor as coisas. Tem gente que mora aqui na calçada e tem até droga aqui entre as barracas”, conta a comerciante de roupas.

Outra queixa é sobre a retirada de guardas municipais da área sob promessa de renovação da equipe, mas, desde o ano passado, não chega ninguém da Guarda para atuar na Pracinha. Os feirantes pagam uma empresa de segurança privada do próprio bolso. A taxa é de R$ 22 por semana.

A Prefeitura da Cidade do Recife (PCR), por sua vez, afirma que tem feito um recadastramento dos barraqueiros para ajustar demandas dos que atuam na feira, alinhando os profissionais aos requisitos exigidos para continuar inseridos nas ações do Programa Municipal de Desenvolvimento do Artesanato (Prodarte). O trabalho faz parte do projeto de requalificação do espaço a ser realizado em parceria com a URB e a Secretaria Executiva de Controle Urbano.

Continuarão inseridos no programa aqueles que produzem os artigos que comercializam, possuem percentual de falta inferior a 25% e os que mantenham o cadastro atualizado junto à coordenação do Prodarte. O atendimento vem acontecendo desde o dia 24 de outubro por área de atuação, como os setores de bordados, artes plásticas e os trabalhos manuais feitos com couro.

Uma das melhorias previstas pela PCR é a substituição das barracas antigas por outras padronizadas, de alumínio, assim como cada artesão passará a trabalhar identificado. A gestão diz também que os artesãos já contam com cursos gratuitos que visam a ampliação, profissionalização e melhor planejamento do negócio por meio do Programa de Crédito Produtivo.


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