No dia seguinte ao post em que ciclistas reclamam do perigo na travessia da entrada da Via Mangue na Ponte do Pina, o coordenador geral da Associação Metropolitana de Ciclistas do Grande Recife (Ameciclo), Pedro Luiz Santos, se queixa da falta de uma solução segura e prática para quem circula pelo local guiando uma bicicleta ou a pé.

Pedro lembra o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que dá prioridade ao pedestre e, em seguida, ao ciclista em detrimento a veículos motorizados. “A CTTU diz que o ciclista deveria atravessar um sinal para depois atravessar outro. Por que ela não diz para um carro fazer isso?”, reclama.

“Quando o poder público faz isso em vez de criar uma via segregada para as bicicletas, ele tira a responsabilidade dele em relação a acidentes com ciclistas”, afirma Pedro. “Não é correto. Numa situação daquela, numa via daquela, você tem que ter uma segregação”, acrescenta se referindo aos semáforos implantados antes da subida da ponte destinados a pedestres e ciclistas para desviar da entrada da Via Mangue.

O sinal foi colocado nas proximidades da lombada eletrônica do Cabanga, para que os pedestres e ciclistas fizessem a travessia da direita para a esquerda da Ponte do Pina, antes de subirem. Sendo assim, a passagem pela ponte deve ocorrer pelo lado esquerdo, para depois da descida, se fazer o retorno para o lado direito.

Procurada nesta quarta-feira (12), a Autarquia de Urbanização do Recife (URB) informou que há um projeto de construção de uma passarela e outras melhorias no local. Segundo o órgão, a licitação ocorrerá ainda neste ano.


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