É muito mais do que ostentar uma Harley Davidson com suas jaquetas pretas pelas estradas. O Motoclube Carcarás MC carrega uma filosofia de vida em cada uma de suas sedes espalhadas pelo Brasil. Tudo começou em Brasília (DF), em 1982, e hoje estão até na Áustria.

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No Recife, tem representantes há alguns anos, mas a sede regional, ou facção, foi criada há quatro anos. Eles se reúnem todas as quintas-feiras no Galpão 490, em Boa Viagem, sendo a última quinta de cada mês fechada para membros.

“Nos encontros, a gente conversa sobre decisões internas e trocamos dicas de rolês, além de marcar os próximos rolês. E nessa onda, a gente fica até a madrugada”, conta Rafael Nogueira, diretor do Carcarás MC.

Todos os anos, fazem um encontro nacional, com motociclistas de todas as facções. O último ocorreu em novembro de 2017 e foi sediado pela unidade do Recife. “Nós juntamos o pessoal daqui e fomos até Limoeiro recepcionar a galera que veio de fora. De lá, fomos para Japaratinga, onde passamos o fim de semana só de festa”, relata Ângelo Nunes, também da diretoria do Carcarás MC Recife.

As reuniões das três primeiras quintas-feiras são abertas ao público aqui no Galpão 490, mas pra pensar em entrar para o grupo, precisa ter Harley Davidson. “A moto é a primeira peneira. Tendo a moto, você pode participar das reuniões abertas. Agora pra entrar na reunião fechada, precisa ser recomendado por alguém do grupo”, explica Rafael.

História

O nome Carcarás foi escolhido por se tratar de um pássaro muito presente no cotidiano de Brasília (DF), onde foi fundado o motoclube, em 1982. Foi de lá que saiu Leonel Niemeyer, conhecido como Tio Leo – sobrinho do arquiteto –, em busca de conhecer os primeiros homens a agregarem um estilo e filosofia de vida à moto.

Ele foi parar em Sturgis, nos Estados Unidos, onde conheceu soldados egressos da II Guerra Mundial passaram a usar a moto como escape da vida moderna. A cidade já reunia, desde 1938, motociclistas com essa filosofia.