A onda de violência que assusta os moradores de Boa Viagem afeta também a rotina de quem tem o costume de passear pelo calçadão ou até mesmo frequentar a praia. Quem mais sente são os comerciantes. Todos os que foram entrevistados pelo PorAqui afirmaram que ouvem ou presenciam diariamente histórias de roubos e furtos tanto na orla quanto nas redondezas.

Um comerciante que atua próximo ao Edifício Acaiaca – onde um adolescente suspeito de cometer assaltos foi morto em um tiroteio com a Polícia Militar na madrugada da segunda (13) – afirma que sempre havia viatura da PM na área, mas, desde que foi decretado o estado de greve da corporação, o policiamento ficou raro. 

"Hoje mesmo teve assalto aqui na (rua) Antônio Falcão. Segurança hoje é um artigo de luxo. Tem um posto policial aqui, mas às vezes vem uma viatura, passa um minuto e sai", relata.

Os frequentadores comentam que a maioria das ocorrências está entre o primeiro e o terceiro jardins, onde um funcionário de um quiosque também foi assaltado no local de trabalho. 

"Nessa área aqui tem assalto todo dia, de manhã, tarde e noite. Eu mesmo fui assaltado por volta do meio-dia, e só veio aparecer alguém da segurança lá pelas 22h, quando vieram uns soldados do Exército dizendo que tinham recebido a ocorrência naquela hora", relembra. O movimento praticamente zerou. As pessoas têm medo de andar.

Enquanto a reportagem do PorAqui esteve na orla, foi possível ver uma viatura da PM passando na avenida próximo ao Acaiaca e dois policiais de patinete passando no calçadão pelo Terceiro Jardim.

Suspeitos – Trabalhadores e frequentadores da área abordados pelo PorAqui citaram a atuação de dois homens em uma moto, que cometem os crimes. 

"Há mais de mês que esses caras roubam por aqui e ninguém nunca pegou eles. Um dia, eles pararam aqui na frente e saíram rápido. Um cliente que estava armado me confessou que estava pronto para atirar neles. As pessoas não estão mais tolerando", conta um funcionário de um quiosque entre a Padaria Boa Viagem e o Acaiaca.

Uma jovem que trabalha nas proximidades do Edf. Oceania relatou à reportagem que foi abordada, há cerca de 15 dias, por um homem armado em uma bicicleta enquanto voltava do almoço, às 12h30, na Av. Boa Viagem. Ela correu quando viu que iria ser assaltada. Ela viu quando o suspeito, logo após a abordagem, entrou no banheiro e trocou de roupa para disfarçar.

Policiamento – De acordo com o major Paulo Matos, subcomandante do 19º Batalhão – responsável pelo policiamento da região -, há 16 câmeras sendo monitoradas 24 horas pelo batalhão, além de uma viatura automóvel e duas motos que atendem a orla. O efetivo também conta com duas duplas da Ciclopatrulha e o apoio da Rocam e da Rádio Patrulha.


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