Tão aguardado pelos moradores do Pina que vivem em situação de risco e em residências precárias, o conjunto habitacional que será construído no terreno do antigo Aeroclube segue ainda com algumas indefinições. Depois de decidir aumentar o número de habitações para cerca de 600, a Prefeitura do Recife vai agora marcar a data do chamamento público para selecionar a empresa responsável pela obra.

Conjunto habitacional no Pina é motivo de cobrança de vereador

O que também não foi definido ainda é quais comunidades serão beneficiadas. E isso é o que tem incomodado as famílias que esperam ser contempladas. Dentre as várias comunidades, algumas famílias no Bode estão sendo acompanhadas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que pede respostas.

“Existem várias especulações, que algumas lideranças já estão prometendo habitacional para várias famílias de Brasília Teimosa e do próprio Bode, e a gente vai fazer um pedido de informação para isso ser explicitado. Como é que vai ser esse processo de seleção”, comenta a assessoria de imprensa do movimento.

“A gente está reivindicando e exigindo transparência e entendemos que as palafitas deveriam ser a prioridade em função da realidade da moradia no território, até pela questão da precariedade”, completa.

A Prefeitura do Recife informa que ainda não fez nenhum tipo de cadastro de famílias que possam ser contempladas e que, para o processo de escolha, será levado em conta o tipo de moradia em que cada família vive atualmente, priorizando os que vivem em situação de risco.

O Habitacional Encanta Moça, como está sendo tratado pela Prefeitura, vai integrar um projeto de ocupação da área de 20 hectares onde funcionava o Aeroclube de Pernambuco. Também está sendo estudada a instalação de um parque na área.