Quando entrei no Harina Café, a primeira coisa que veio à mente foi: “encontrei o meu lugar perfeito pra trabalhar nos dias em que minha casinha não me cabe”. Ilusão perdida: o local não tem wi-fi e, segundo a atendente, não pretende ter.

Achei, em teoria, bem bonitinha a postura do local, no maior estilo “Não temos wi-fi. Conversem entre si”, mas confesso que fiquei meio decepcionada com o meu novo lugar preferido de trabalho ser destruído em instantes. Sou jovem millennial conectada, fazer o que, né? 

O Harina é gigante, bem maior do que geralmente são os cafés da cidade. Basicamente são três ambientes: o lado direito, que conta com uma decoração cheia de plantinhas; o lado esquerdo, que tem uma pegada mais rústica com tijolinhos; e a parte de fora, com três mesinhas pra quem quer aproveitar a rua.

O sistema de consumo do local é por comanda, o que deixa mais organizado e facilita pra quem quer fazer alguma comemoração por lá. O café também tem ares de intimista, as luzes amarelas (minhas preferidas!) dão um toque meio cafezinho de fora do país, sabe? A decoração é um charme só.

No cardápio, as comidas são todas do Galo Padeiro. Os croissants, as sobremesas e os pães artesanais são fresquinhos, feitos diariamente. A marca pernambucana tem se espalhado pela cidade e é parte do cardápio de muito café por ai. Semana passada, o Café na Cidade foi sobre o Ferreiro Café, que também oferece as sobremesas e pães de fermentação natural do Galo Padeiro. 

Já falando da bebida que dá nome ao local, o Harina segue o padrão da maioria dos cafés recifenses e oferece uma carta básica, com opções tradicionais como capuccino (R$ 8,50), espresso (R$ 6), latte (R$ 8 e 10) e mocha (R$ 10 e 12). O mais diferentinho é o café filtrado na cliver (R$ 10), que é passado diretamente na sua xícara, permitindo a escolha da intensidade do café.

A parte dos cafés foi toda montada sob consultoria da barista Lidiane Santos, do Kaffe Torrefação e Treinamento, que também fornece o grão.

Minha pedida da vez foi o de (quase) sempre: um latte grande (R$ 10) e uma madeline de pistache (R$ 12), que é uma espécie de bolinho bem fofinho, com o topo cheio de pistaches laminados).

Achei o gosto das comidas e os valores no padrão do Galo Padeiro. Eu, que adoro um bolinho branco com cara de feito em casa, acho uma delícia suas versões gourmetizadas vendidas por aí.

Fiquei devendo o cardápio do café da manhã, que parece ser maravilhoso! Fica a dívida pra voltar lá!

O que eu mais gostei: A decoração LINDA. Pra mim, um dos cafés mais bonitos do Recife.

O que eu menos gostei: A falta de wi-fi. ? Por lá tem até várias tomadas espalhadas pelas mesas, mas sem wi-fi fica difícil essa vida de home office. ?

⭐ Recomendo: ⭐⭐⭐⭐⭐

? Harina Café
? Rua França Pereira, 137
☎ (81) 3090-6471
⏰ Todos os dias das 8h às 21h
@ferreirocafe

Por Suzana Souza do Café na Cidade

Suzana é estudante de jornalismo pela UFPE e estagiária do PorAqui. Moradora de Setúbal (quase) sua vida toda, Suzana não nasceu no Recife, mas é 100% pernambucana. Tem uma estante de livros dividida por cores em um quarto amontoado de coisa e sonha em um dia, bem lá na frente, ser dona de um cafezinho no Centro do Recife. É também mãe de uma gatinea chamada Mila e uma catiorinea chamada Sofia. Ah! Suzana também é doida por comidinhas (taurina, né?), lugares bonitinhos e por falar tudo no diminutivo.

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