O histórico de lutas das famílias de Brasília Teimosa é bastante movimentado. A primeira ação ocorreu em 1956, quando cinco pescadores foram ao Rio de Janeiro em uma jangada para assistir à posse do presidente Juscelino Kubitschek e chamar a atenção para a comunidade, que já convivia com ameaças de expulsão.

A viagem feita em uma jangada, segundo relatos da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), rendeu a urbanização da comunidade através do programa Promoradia, com recursos do antigo Banco Nacional da Habitação (BNH). Além do primeiro local urbanizado pelo programa, a urbanização foi comandada pelos moradores.

Mesmo assim, foi apenas a primeira “canetada” de muitas e que eles nem imaginavam que a espera seria longa. O projeto previa a retirada das palafitas existentes na orla com a urbanização do local. No entanto, a primeira vez que os barracos foram retirados só ocorreu quase 30 anos depois, em 1982.

Naquela ocasião, as famílias foram transferidas para uma localidade chamada Vila do Prata, dentro do bairro. Porém, como a urbanização não veio, a praia voltou a ser ocupada.

Ainda de acordo com pesquisas da Fundaj, outras retiradas ocorreram em 1986 e 1989, com as famílias sendo transferidas para áreas ainda dentro do bairro, mas a ocupação era retomada uma vez que não havia urbanização da orla.

A beira-mar de Brasília Teimosa foi finalmente urbanizada em 2004 após a remoção das palafitas com alocação dos moradores em um conjunto habitacional construído pela Prefeitura do Recife no bairro do Cordeiro, Zona Oeste da Cidade.

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