Quem mora nas proximidades do manguezal que fica entre os bairros do Pina, Boa Viagem e Imbiribeira, de vez em quando, encontra um animal que saiu do mangue e se perdeu no mundo das pedras. Normalmente esse animal é um sagui. Eles são mais afoitos. Porém o PorAquiencontrou até quati, que ficou de boa nos galhos de uma árvore na Comunidade Areinha, no Pina.

Assim como fez para os moradores do Condomínio Le Parc, em Boa Viagem, há alguns dias, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) trata de tranquilizar os moradores com relação à transmissão de febre amarela, mas orienta que é necessário tomar cuidados, pois há a possibilidade de transmitir outras doenças, como gripe e raiva.

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No Le Parc, houve três mortes de saguis entre a última semana de 2017 e a primeira de 2018, no entanto, a causa do óbito não foi identificada porque os próprios moradores jogaram os corpos dos animais no carro do lixo.

“Ao avistar macacos, não disponibilizar água ou alimentos, pois há o risco de transmissão de doenças dos humanos para eles (herpes, por exemplo) e deles para os humanos (raiva). Avistando algum animal doente ou morto, é imprescindível não manuseá-lo e informar, imediatamente, à secretaria municipal ou estadual de Saúde ou à CPRH, para que o trabalho de vigilância seja realizado”, afirma a nota.

Caso o animal encontrado esteja vivo, é importante não estabelecer contato e acionar a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) para que seja feita a recondução do animal para seu habitat.

Sobre a febre amarela, a SES informa que o Estado não registra casos de febre amarela desde a década de 1930, seja em animais ou em humanos. Tem sido realizado monitoramento permanente em mortes ou adoecimento de macacos para diagnosticar o motivo das ocorrências e, com isso, realizar ações de prevenção e controle.

“Por não haver risco de transmissão da doença no Estado, o Ministério da Saúde considera Pernambuco como Área Sem Recomendação de Vacina (ASRV). Sendo assim, não há a necessidade de vacinação para seus residentes. A vacina só é indicada para aqueles que viajarão, por motivo de férias ou trabalho, para as Áreas Com Recomendação de Vacina (ACRV) devido ao risco de transmissão”, completa a nota.