Neste segundo dia da série sobre o Mercado de Boa Viagem, vamos abordar os problemas de infraestrutura do prédio que nunca passou por reforma.

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Neuzélio Barreto assumiu a administração do Mercado de Boa Viagem há quatro meses em meio à ameaça de interdição do prédio. Em mais de 60 anos, não havia sido feita uma obra de melhoria ou reparo no local e foi preciso uma ação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para abrir os olhos dos comerciantes.

“Desde o dia que eu comecei aqui, eu não parei ainda de fazer obra. Já recuperei os banheiros e restaurei a fachada. Esta sala aqui da administração era como um depósito de lixo. Ninguém conseguia nem entrar aqui”, afirma.

“Mas ainda temos que restaurar o telhado, trocar a fiação e desobstruir os corredores, para que haja espaço suficiente para passarem duas cadeiras de roda lado a lado”, acrescenta. Para isso, a primeira medida tomada por Neuzélio foi o aumento na taxa de condomínio, de R$ 40 para R$ 100.

Por ser um local privado, o síndico recebeu como resposta do secretário de Mobilidade e Controle Urbano do Recife, João Braga, que o mercado não pode sofrer intervenção da Prefeitura. Por isso, aumentou a taxa e tem feito as reformas como pode.

A reforma tem deixado os comerciantes esperançosos em dias melhores. “O movimento caiu um pouco por conta da crise, mas também devido à situação a que chegamos, mas, à medida que a gente está reformando, os clientes já estão voltando”, afirma Neuzélio.

“Já vivi tempo bom e tempo ruim aqui. Se todo dia fosse bom, todo mundo era rico hoje”, comenta o sapateiro Antonio Cardoso, que 61 anos, sendo 33 de Mercado de Boa Viagem. “As reformas estão acontecendo aí. Acredito que o movimento vá melhorar quando os clientes começarem a encontrar uma estrutura melhor aqui”, acrescenta.

“Só a reforma na parte da frente já melhorou muito, e com essa nova administração vai ficar muito melhor”, afirmou Miguel Montesdeoca, que comercializa cachaças tradicionais e bomboniere.


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