As notícias sobre atos de violência e vandalismo no Calçadão de Boa Viagem, na Zona Sul, percorrem a cidade e assustam tanto moradores do bairro como frequentadores que vêm de outras localidades. A consequência disso é que as pessoas têm mudado os horários de visitar a orla de acordo com o que diz o noticiário.

“Eu tento não ir de manhã e à noite. À tarde, ainda dá para ir, mas não passo das 17h”, conta a moradora Roberta Lins. Segundo ela, nem o fato de o calçadão estar movimento significa mais segurança. “Eu sempre escuto as coisas acontecendo com os vizinhos. Até em horários e pontos de maior movimentação, acontecem furtos”, acrescenta.

Reforma de quiosques da orla segue sob estudos da Prefeitura

Mesmo assim, Roberta ainda confessa que sente maior perigo no caminho até a praia. “Eu moro na Rua dos Navegantes, e, para chegar até a praia, eu tenho que percorrer um caminho que não tem policiamento e que acontecem muitos assaltos”, diz.

Márcio Bastos não mora em Boa Viagem, mas sempre gostou de ir à praia. Ele lamenta pela situação. “Eu ainda tenho (confiança) porque costumo ir em horários movimentados, mas já ouvi muitos relatos de violência na orla, tanto de gente que estava transitando quanto dos donos de quiosque”, comenta.

E no meio do caminho, tinha um aviso de área de assalto…

“Acho uma pena, porque a praia é um espaço democrático por excelência, e é bizarro que a gente tenha essa sensação de medo constante. Mas não deixa de ser um reflexo da situação da segurança no Estado como um todo”, completa.

Além de assaltos constantes no calçadão, alguns outros fatos têm piorado o clime, a exemplo da destruição de vaquinhas da CowParade e contra os quiosques. No último fim de semana, foram três arrombamentos e duas tentativas.