Paulo Moura nasceu no Recife, passou a infância nos municípios de Tabira e Afogados da Ingazeira, no Interior do Estado, e voltou para a Capital. Morando em Boa Viagem, o garoto tinha como brincadeira de infância e adolescência o surfe. Com o passar dos anos, o que era brincadeira virou uma carreira profissional.

Vídeo sobre a praia de Boa Viagem das antigas mexe com a saudade

Paulo Moura se tornou surfista profissional e participou das principais ligas mundiais, como WQS e WCT – a elite do esporte no Mundo. E foi na Praia de Boa Viagem, quando era permitida a prática do surfe, que ele aprendeu e deu seus primeiros passos.

Já usou o Castelinho como referência? Conheça a história do famoso prédio

“Sempre tivemos apartamento na Av. Boa Viagem, então (durante a infância) ia sempre nas férias e, quando fui morar no Recife definitivamente para estudar, foi aí que comecei a surfar em Boa Viagem”, conta. “Comecei a surfar na frente de casa, no Edf. Espanha. A diversão da molecada era brincar com bodyboard, até que começamos a ficar em pé no bodyboard e daí já estávamos surfando”, acrescenta.

Ponto turístico por 40 anos, Casa-Navio hoje é só história

“Naquela época, tinha os circuitos de bairros, com Boa Viagem, Piedade, Candeias, Pina e no fim tinha o desafio entre clubes. Meu primeiro título foi no Boa Viagem Surf Clube que aconteceu bem na frente de casa”, recorda. “Daí fui competindo cada vez mais e fui ganhando. Aí comecei a ganhar campeonatos nacionais, até que vi que podia ser um grande profissional do surfe”, completa.

Atualmente, Paulo Moura se dedica a caçar as ondas mais perfeitas e desafiadoras do planeta (Foto: WSL)

A decisão não era bem a esperada pela família de médicos, mas o apoio não faltou. Entre as conquistas, Paulo coleciona títulos em todas as categorias do Campeonato Pernambucano, além de ser campeão nordestino, brasileiro júnior e pro júnior, entre outros.

“Logo que fui campeão Brasileiro Pro Júnior, eu me profissionalizei e logo no meu segundo ano de circuito mundial WQS eu já classifiquei, com 20 anos, para o WCT, onde fiquei por seis anos consecutivos. Nesse período ainda fiz mais 15 finais em eventos WQS”, relata.

Hoje Paulo vive em Santa Catarina, mas não abandonou o surfe. Sua atividade é mais específica. “Hoje me dedico a buscar as ondas mais perfeitas e desafiadoras do planeta, fazendo parte do projeto The Search, da Rip Curl, meu atual patrocinador a mais de 6 anos”, completa.

Mesmo com uma carreira realizada, Paulo mantém vivo um sonho o qual alimenta desde agora. Sua filha, Mel, de 4 anos, já está surfando. “Quem sabe no futuro Pernambuco não tem uma mulher representante no Circuito Mundial?”, sonha.