Após quatro meses após de padronização das barracas de um trecho da praia de Boa Viagem, os barraqueiros começam a contar as vantagens do patrocínio. A mais citada é a economia com reposição de equipamentos, como cadeiras e guarda-sóis.

“Eu investia cerca de R$ 5 mil por ano aqui com cadeiras e nesse tempo que padronizou eu até agora não gastei nada”, comenta o barraqueiro Jucélio da Silva, que trabalha nas proximidades da Padaria Boa Viagem.

Os elogios vêm após uma fase de desconfiança logo após a entrega dos equipamentos, pois alguns dos trabalhadores achavam possível que a qualidade das cadeiras, por exemplo, não fosse mantida.

Outro ponto elogiado foi o início dos cursos de capacitação oferecidos pela universidade que patrocina as barracas. “O dono daqui é que está indo e tem falado bem, porque está aprendendo sobre o atendimento ao cliente, sobre preços, etc.”, afirma Alberto Sales, funcionário de uma barraca localizada próxima ao quiosque 17 da orla.

Por outro lado, o ponto que ainda preocupa um pouco os trabalhadores da areia é o guarda-sol fornecido. “Esses guarda-sóis são bonitos, mas são grandes demais e feitos de madeira. Quando bate um vento forte, eles se quebram. Eu já tive cinco deles quebrados. Tem barraca aí que teve dez”, conta Jucélio.

Tanto os guarda-sóis quanto as cadeiras e outros equipamentos são repostos pela patrocinadora. “Disso aí, a gente não tem do que reclamar. Trocaram todos e num tempo rápido. Agora até disseram que vão dar um tempo nessa reposição do guarda-sol, mas até agora eles já trocaram tudo”, completa.

Os cursos de capacitação abordam temas como conceitos de marketing e vendas, boas práticas de manipulação de alimentos e orçamento. As aulas começaram no último dia 1º e seguirão até o dia 24 deste mês. Cada barraca no trecho entre as ruas Antonio Falcão e Henrique Capitulino enviou um integrante para participar.

A expectativa fica em torno da padronização de novos trechos da praia. A Prefeitura do Recife afirma que segue em negociações para conseguir novos patrocinadores. Ao todo, faltam nove trechos.