Por Geraldo Lélis, do PorAqui

O protesto que bloqueou o trânsito na Av. Antonio de Góes, no Pina, na manhã desta quinta-feira (11), foi realizado por um grupo de pessoas que reivindicam moradia digna. O objetivo era pressionar a Superintendência do Patrimônio da União (SPU) a agilizar o processo de liberação de recursos do Minha Casa Minha Vida (MCMV) e a liberar dois terrenos que pertencem à União.

A Av. Antonio de Góes foi escolhida porque o órgão funciona dentro da sede do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit).

Segundo o coordenador do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), Kleber Santos, há uma liberação de verba do Ministério das Cidades para a construção de 35 mil moradias na modalidade Entidades do programação de habitação MCMV, mas os recursos estão presos em processos burocráticos.

Também participou do ato o Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM). Entre os manifestantes, há famílias que moram em áreas de risco ou em casa de parentes e amigos ou até amontoadas.

“Nós fomos ouvidos pelo superintendente Marcos Antônio de Souza, e a palavra dele é que vai se empenhar para agilizar esses processos, porque ele também tem muita vontade de que isso saia do papel”, detalhou Kleber ao PorAqui. Ainda segundo ele, uma reunião foi marcada para o próximo dia 19 para discutir possíveis áreas onde se pode construir os habitacionais.

O grupo reivindica que seja liberada uma parte do terreno onde funcionava o Clube dos Ferroviários, em Afogados, na Zona Oeste do Recife, e um terreno no Alto do Moura, em Caruaru, no Agreste do Estado, de onde vieram várias famílias para participar do ato.

“Vai ter também um encontro com a Caixa [Econômica Federal] para a gente discutir como eles podem ajudar nessa liberação de verba”, acrescenta Kleber. 

O PorAqui procurou a SPU, mas não conseguimos contato com o órgão.


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