Tem oito meses que a Terça do Vinil acontece no pátio da Galeria Joana D’arc, e o casamento da festa com o local já tinha dado certo logo no primeiro mês. Mas o movimento foi crescendo cada vez mais, e hoje ele envolve até os outros locatários e tem se saído bem como atração para turistas.

Com o pátio cheio, a preocupação é outra. “A nossa preocupação hoje está sendo o controle de público, neste período de férias, temos precisado fechar o portão, e a Galeria está fechando às 2h, tudo pra manter a segurança dos clientes”, explica a administradora da galeria, Liliana Pinheiro. É o seguinte: se o pátio estiver cheio, fecha o portão, e ninguém mais entra. “Tomamos essa medida para garantir o conforto de quem vem”, acrescenta.

Com o sucesso, os estabelecimentos da galeria tem se movimentado para aproveitar, cada um, à sua forma. O Nando ZV Studio e Galeria costuma sediar exposições e fazer flash days no horário da Terça do Vinil. “Deram uma parada neste período, mas deve voltar”, comenta Liliana.

Para quem quer esticar a noite da terça, a opção está no mesmo prédio. É que o Empório Nova Raiz promove o after, com mais som e serviço de bar.

Evento tem lotado o pátio da Galeria Joana D’arc (foto: Facebook/Galeria Joana D’arc)

Para ela, o sucesso se deve à maior segurança que a galeria oferece à Terça do Vinil, que sempre aconteceu em locais públicos, com uma exposição maior para crimes, como arrastões. Ela também comenta da tradição cultural da galeria. “Acho que é um local que tem uma pegada cultural já de tradição e isso combina muito com esse projeto, música de ótima qualidade”.

Mas, presta atenção. O DJ 440 começa os trabalhos às 19h30 e vai até as 23h30. O portal tem sido fechado por volta das 22h – ou um pouco mais. E aí não entra mais ninguém.

O projeto teve início em Olinda e estava há três anos no Pátio da Santa Cruz, na Boa Vista, Centro do Recife. “O objetivo é levar o público que o acompanhava no Pátio de Santa Cruz, no Centro do Recife, para a Zona Sul, e trazer para perto pessoas que curtem uma discotecagem, mas não saem dos bairros vizinhos ao Pina, como Boa Viagem e Piedade”, comenta o DJ 440.

Para curtir e dançar clássicos da música brasileira, raridades e novidades no meio fonográfico, é cobrado um couvert de R$ 5. O acesso passa a ser pela porta da frente da galeria, na Av. Herculano Bandeira, e não mais pela Av. Encanta Moça.