Moradores e trabalhadores das proximidades do Shopping Recife e da Rua Ribeiro de Brito vivem dias de pânico há cerca de dois meses. Tiroteios na Comunidade Entra Apulso são constantes e não têm hora para acontecer. O último deles ocorreu na noite do último domingo (2), na Rua Jorge Couceiro da Costa Eiras, que passa por trás do Hotel Nacional Inn e da Uninassau.

Relatos dizem que houve mais de dez disparos e que não se viu presença da polícia no local. “Moro lá desde 2007 e nunca vi isso acontecer. Sempre foi tranquilo chegar e sair de casa. No ano passado, começou a se criar um ponto de tráfico de drogas em plena luz do dia”, reclama uma moradora que não quis se identificar.

No dia 15 de fevereiro, dois homens desceram de um carro e efetuaram vários disparos em direção a um rapaz identificado como Rivaldo, que estava sentado na calçada da Escola Estadual Professora Inalda Spinelli. As marcas da violência ficaram no muro e no corredor da escola.

O rapaz pulou o muro e fugiu para a comunidade. A polícia acredita que o caso se trata de disputa pelo tráfico.

“A comunidade está em pânico. A gente não sabe a hora que pode sair ou chegar em casa, porque qualquer hora pode ter tiro. Eu mesmo perdi um tio, que foi morto por engano”, se queixa um morador da comunidade que também pediu para não ser identificado.

“Ele estava jogando dominó na liga, quando começaram as balas, ele correu, aí atiraram nele”, conta.

Outra reclamação é que há muitas pessoas em situação de vulnerabilidade consumindo crack na Rua Jorge Couceiro, nas proximidades.

“A situação é muito ruim para nós que trabalhamos aqui, porque temos que ficar no meio desse tiroteio todo e dessa briga pelo tráfico, e o pior é que a gente quase não vê viatura da polícia por aqui”, relata um trabalhador da área que também teve medo de se identificar.

A Polícia Militar de Pernambuco foi procurada pela reportagem do PorAqui para explicar o que está acontecendo na comunidade, mas, até o momento, não enviou resposta.

Também em fevereiro, a própria comunidade e o comércio vizinho viveram ameaça de toque de recolher, que não se concretizou, mas chegou a deixar comerciantes apreensivos nas redes sociais. Na época, houve trocas de tiros de facções rivais da Entra Apulso e da Comunidade Ilha do Destino e a Polícia chegou a informar que os tiroteios se davam por conta do fechamento de algumas bocas de fumo.


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