Duas semanas depois da reunião pública que discutiu a implantação de transporte público dentro das comunidades do Pina, na Zona Sul da cidade, os moradores seguem à espera do que será feito. O projeto foi apresentado à sociedade e órgãos, como o Grande Recife Consórcio de Transportes e a Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU), em um encontro na sede do Banhistas do Pina.

Esta última chegou a fazer uma objeção, lembrando que há uma lei proibindo a criação de novas de ônibus na cidade. No entanto, os vereadores se comprometeram a estudar a possibilidade de fazer mudanças na lei ou de propor substituição de alguma linha.

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O fato é que as pessoas que moram nas comunidades do Bode, Areinha e Jardim Beira-rio precisam andar por cerca de dois quilômetros até chegar a uma parada de ônibus, nas principais avenidas do bairro, como Conselheiro Aguiar, Domingos Ferreira, Antonio de Góes e Herculano Bandeira.

Dentre eles, está Yslla Rafael, que usa cadeira de rodas e precisa sair da Areinha, nas proximidades do Convento de São Félix, até a parada de ônibus que fica em frente ao Conjunto Pernambucano, na Av. Conselheiro Aguiar. “Nós pedimos ajuda de quem puder nos ajudar para colocar uma condução para a gente poder ir para esse local”, pede a mãe de Yslla, Ivaneide Rafael.

Boa parte do percurso delas até a avenida é feita na rua, entre os carros, pois as calçadas não têm condições de recebê-las. “A gente anda pelo meio da rua e na contramão, porque os carros apertam a gente. Já na contramão, eles estão de frente para a gente e têm que olhar a gente. Eu não posso subir a calçada”, reclama citando postes e desníveis como obstáculos.

Enquanto elas e outros moradores se viram, o poder público discute se permite ou não a implantação de novas linhas. O projeto do vereador Ricardo Cruz (PPS) prevê ônibus complementares circulando dentro das comunidades, levando os passageiros até as avenidas.