Uma louça 100% pernambucana vem chamando a atenção nas mesas de alguns dos restaurantes mais concorridos e sofisticados do Recife e adjacências. Do Cá-Já ao Nez, passando pela Casa Chacon e pelo Nannai, são os pratos, travessas, copos e xícaras da Cerâmica do Cabo que emprestam o seu charme à apresentação das iguarias dessas casas.

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A Cerâmica do Cabo não é novidade. Pelo contrário, o coletivo que atualmente reúne 12 artesão tem uma trajetória de 15 anos, iniciada nas olarias do Mauriti, no Cabo de Santo Agostinho.

Prato de cerâmica do mestre Nena para o Nez (Foto: Danyelle Marques/Acervo O Imaginário)

O projeto tem parceria com o Laboratório O Imaginário, do departamento de Design da Universidade Federal de Pernambuco, uma união que contribuiu para que o trabalho da Cerâmica do Cabo desenvolvesse a pegada rústica e contemporânea, que virou a sua marca.

Os produtos da Cerâmica podem ser encontrados em diversas linhas, mas, de uns tempos pra cá, os utilitários se transformaram em um dos itens mais requisitados. As peças são feitas de barbotina (barro líquido) com acabamento esmaltado, que garante a impermeabilização e aumenta a resistência.

Os utensílios da Cerâmica do Cabo viraram objeto de desejo (Foto: Danyelle Marques/Acervo O Imaginário)

Com um design contemporâneo, as louças da Cerâmica do Cabo chamam a atenção pela simplicidade e elegância do seu desenho. Apesar de serem 12 artesãos, há um traço comum, uma espécie de identidade coletiva que torna fácil reconhecer quando se trata de um ítem da Cerâmica.

Artesã há 18 anos, Maria Aparecida de Brito Aciole, a Cida, integra o projeto há quatro anos. É ela quem assina alguns dos pratos e cumbucas que você encontra no Cá-Já, por exemplo. “Os itens mais pedidos são as travessas, molheiras, copos para caldinho e pratos, triangulares e retangulares”, enumera.

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A produção diária de Cida gira em torno de 30 a 40 peças de pequeno porte. Além da linha gourmet, da qual fazem parte as louças, há itens de jardinagem, além de peças decorativas e figurativas.

A artesã Cida produz cerca de 30 peças diariamente (Foto: Danyelle Marques/Acervo O Imaginário)

A maior parte da produção é voltada para atender a demanda de hotéis e restaurantes, mas é possível fazer encomendas pelo Instagram da Cerâmica ou negociar com o artesão pelo site do projeto Mãos de Pernambuco.

Também será possível comprar as peças na Fenearte, que vai de 04 a 15 de julho no Centro de Convenções.