Homem da Meia Noite? Ceroula? Pitombeira, Elefante e Vassourinhas? Que nada! O olindense está muito mais ansioso pela chegada da água do que do Carnaval.

A Compesa notificou que teríamos água do dia 7 ao dia 14, mas, até agora, só temos uma tuia de louça na pia e um mói de roupa suja pra lavar – além da inhaca, é claro!

Sabe qual o nome do Bloco da Compesa? Gota D’água! Nome bastante sugestivo ao sentimento de indignação do olindense. Estamos ou não à Gota D’água? “É a gota serena das muléstia dos cachorro!”, acabou de berrar, no quintal vizinho, D. Maria.

Gota D’água é um clássico de Chico Buarque de Holanda: “Deixe em paz meu coração que ele é um pote até aqui de mágoa e, qualquer desatenção – faça não! – pode ser a gota d’água”. Porém, Chico Buraco de Olinda anda cantando “Tô me guardando pra quando a água chegar”.

Mestres de bateria do Patusco, D’Breck, e Preto Velho querem incluir em suas percussões a Torneira Olindense. Eles alegam que, secas, roncam mais que cuíca.

Em Olinda, Fátima Bernardes se assusta com preço do loló: ‘É gourmet, é?’

Portanto, sem água para arar minhas palavras, encerro esse texto imundo citando uma das marchinhas de Carnaval cantada pela Emilinha Borba: “A minha grande mágoa é lá em casa
não ter água, eu preciso me lavar”

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