No bairro de Torrões, há o Bloco da Vaca, que tem uma história folclórica por trás. Homenageia um antigo (acho que já saudoso) morador do bairro, que tinha uma criação de vacas no quintal, mas cuja casa não tinha as laterais livres. Portanto, ele levava as vacas para pastar no gramado do Cruzeiro do Forte e as trazia de volta, passando com elas por dentro de casa.

Nos arredores do bairro também, na área conhecida como Avenida do Forte, ainda resiste o Maracatu Rural Cruzeiro do Forte, que apesar do “rural”, é de baque virado.

Quando adolescente, costumava frequentar os ensaios e dançar no meio dos brincantes. É uma das agremiações mais antigas de Recife e muito premiada também, apesar do pouco incentivo que recebe.

É coisa de tradição, que não pode nem deve ser esquecida. Foi o primeiro maracatu que teve a sua presidência comandada por uma mulher, Dona Netinha, que assumiu o lugar de Zé dos Santos. E muitas mulheres seguiram seus passos depois na diretoria.

Há outros bairros com blocos, troças, agremiações antigas, algumas bem divulgadas, como Os Irresponsáveis, de Água Fria.

Há, porém, aqueles que não constam do calendário de prévias divulgado pela mídia, apenas são veiculadas depois que ocorrem, como matéria do dia, tais como: Cabeça de Touro – Engenho do Meio; as prévias nos bairros da Várzea, CDU, Cordeiro; em bairros de Camaragibe, como Os Barrigudinhos, que, inclusive, são atuantes o ano todo, promovendo eventos para a comunidade local, junto à associação do bairro.

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