Conhecido nas ladeiras de Olinda como o Homem da Sombrinha, o advogado Gerinaldo de Oliveira, de 56 anos, é uma das figuras mais autênticas do Carnaval olindense. Há 25 anos, o passista não sai pra folia sem o seu companheiro fiel: o decorado guarda-sol.

“Tem gente que não acredita porque eu faço com o guarda-sol o que as pessoas fazem com a sombrinha normal”,  conta ele, que é tetracampeão do Concurso de Passista Folião da Prefeitura do Recife.

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Geri foi substituindo a tradicional sombrinha de frevo pelo imponente guarda-sol ao longo dos anos, até que se tornou a sua marca registrada.

“O tamanho do guarda-sol é sempre o mesmo, mas o desafio é, a cada ano, fazer sempre o mais bonito. Pra isso, eu conto com minha esposa, Walquiria, que sempre dá uma colaboração na hora de bordar. Meus filhos e alguns amigos também dão uma mãozinha”, explica o passista, que está finalizando o modelo para este ano.

 

Carne de Carnaval

Folião autêntico, Geri é o típico passista de rua, que nunca fez aula de frevo e respira carnaval desde menino. “Minha mãe, que hoje está com 76 anos, é muito apaixonada por carnaval e me iniciou nessa paixão”.

Para Geri, o Carnaval começa desde o mês de agosto, nos ensaios da Orquestra do Maestro Oséas no Grêmio Recreativo Henrique Dias. “É a melhor orquestra que temos em Olinda. Quem gosta de dançar,  já vai acompanhar os ensaios de sombrinha na mão e fazer roda na frente do Grêmio”.

De setembro em diante, ele marca ponto nas saídas quinzenais da Pitombeira e vai acompanhando todos os blocos e troças até a semana de Momo.