Carnaval chegando e, em 2018, um tipo de personagem tem despontado entre os jovens descolados que ficam por ali pelo MAC durantes os dias de desbunde: o lolozeiro artesanal.

Essa nova espécie social é parente de primeiro grau do cervejeiro artesanal e primo próximo do artesão de hambúrguer. Os três se caracterizam pela opção por produzir aquilo que consomem, obsessão por discutir o assunto e cortes de cabelo que acompanham o kit coque+barba+tatuagem.

O LL está para o folião pernambucano assim como o vinho para os franceses, o uísque para os escoceses e a vodca para os russos. Mas, ao contrário das bebidas mencionadas, o consumo de loló é altamente não recomendável.

Por ser um produto com alto teor de substâncias “tóchicas”, sua ingestão provoca danos fisiológicos tão graves quanto aquele cachorro-quente de fim de noite na saída das ladeiras de Olinda.

Sem contar os danos sociais, pois ser flagrado por um conhecido ou conhecida balançando uma latinha queima mais do que motorista do Rio Doce/CDU passando pelas paradas da Caxangá durante o Carnaval.

Portanto, antes de sair por aí querendo baratinar e tocar o terror, lembre: o carnaval passa, a uva-passa, o ferro passa, mas a sequela não. Se for brincar, não esqueça aquela garrafinha de água, um protetor solar, tênis (com meia) confortável, roupa íntima limpa e preservativo. Se for sarrar, use safadeza!

Eu sei que estou parecendo um veio falando, mas é cuidado para com meus leitores e minhas leitoras, afinal, se vocês morrerem, quem vai falar mal de mim?

Um cheiro!

?Pã- nã-nã-nã-nã-nã-nã/ Pã-nã-nã-nã-nã-nã/nã…?

 

Daniel Barros é recifense, formado em Letras pela UFPE. Atualmente mora no Derby, mas é cria da CDU. Come e bebe em demasia. Já tomou muita cerveja no Mercado da Encruzilhada.  Nos intervalos, anda de ônibus. Nesta vida, veio a passeio, mas ficou preso em Abreu e Lima. É conteudista colaborador do PorAqui para desperdiçar seu tempo.

 

Os conteúdos publicados no PorAqui são de autoria de colaboradores eventuais e fixos e não refletem as ideias