Desde 2001, várias nações de maracatu e grupos percussivos se encontram no bairro de Casa Forte, Zona Norte do Recife, um sábado antes do Carnaval, numa espécie de confraternização. É a prévia do Traga a Vasilha, encontro que já virou tradição no Recife.

Idealizado pelo arquiteto e batuqueiro Bruno Uchôa, o Traga a Vasilha começou no centro da cidade no ano 2000. Desde lá, o encontro se incorporou à rotina do Recife Antigo: todas as sextas-feiras de todo os meses do ano, grupos de maracatu e de ritmos populares se reúnem por trás do Posto BR, na Rua Mariz de Barros.

Traga a Vasilha marca presença toda sexta-feira no Recife Antigo

O Traga a Vasilha já chegou a juntar, no mesmo palco, cinco mestres de nações diferentes de maracatu, o que é inusitado, já que, segundo Bruno, “maracatu é como escola de samba, se deixar, briga.”

O nome da tradição vem justamente da vontade de unir de forma igualitária os diferentes grupos, sem rixas. “Traga a vasilha já virou um ‘verbo’ entre os Mestres de Maracatu, que significa tocar todos juntos. Basta trazer sua vasilha”, explica Bruno.

A prévia

Além do maracatu, grupos de frevo, coco e cavalo marinho marcam presença na prévia do dia 3 de fevereiro, em Casa Forte. A rua Dona Ada Vieira (a mesma da Kangaroo Australian Burger), onde acontece a prévia, será interditada para o festejo, que começa às 10h.

Quem estiver com a camisa da prévia, que está sendo vendida a R$ 25, tem direito à feijoada, batida de manga, suco de manga e água mineral.

“Um vizinho tem um pé de manga, então a gente aproveita na produção das bebidas, o outro dá o feijão e por aí vai. Todo mundo contribui como pode”, conta Bruno, deixando claro que toda a vizinhança une esforços para a festa. Ainda vai ter pintura na rua para as crianças se divertirem.

Prévia reúne vizinhança e pessoas de todas as idades – Foto: divulgação