Blocos, troças, ursos, maracatus e agremiações sempre foram a essência do carnaval recifense. Mas também houve uma época em que a folia de Momo se concentrava nos clubes, como o Internacional e o Português, que disputavam as melhores atrações para encher seus salões com a juventude foliã.

Folclore e tradição no Carnaval de rua do Recife

 Nas ruas, também havia os corsos, uma das brincadeiras mais tradicionais, em que os veículos desfilavam ornamentados com foliões geralmente fantasiados, jogando confetes e serpentinas nos ocupantes dos outros veículos. Existia até concurso para o carro mais bem ornamentado.

O PorAqui resgatou algumas imagens de antigos carnavais e convida você a passear por essas e outras memórias. Dá uma olhada:

Primeiro Baile Municipal no Clube Internacional do Recife, em 1961. (Foto: Katarina Real/Villa Digital Fundaj)

 

Corsos na Avenida Guararapes Centro do Recife – Carnaval do Recife, Década de 1960.
Corso na Avenida Guararapes Centro do Recife – Carnaval do Recife, Década de 1960.
Foliões frevando na Rua da Imperatriz – Recife 1945. (Foto: Alexandre Berzin)

 

Ascenso Ferreira beija a mão de Dona Santa, rainha do Maracatu Elefante, um dos mais antigos de Pernambuco. Década de 1950. (Foto: Lula Cardoso Ayres – Acervo Fundação Joaquim Nabuco).

 

Carnaval no Centro do Recife, 1949. Foto: Marcel Gautherot / Acervo IMS.

 

Urso Teimoso, Avenida Dantas Barreto, 1989. (Foto: Coleção Katarina Real/Acervo Villa Digital-Fundaj)
Vista aérea noturna do desfile de blocos no carnaval na Av. Guararapes, em 1963 (Foto: Katarina Real/Villa Digital Fundaj)

 

Frevo no carnaval de Recife, 1950. (Foto: Peter Scheier / Acervo Instituto Moreira Salles)

Carnaval dos bairros

Os bairros de Santo Antônio, São José e Boa Vista sempre foram considerados centralizadores das atividades carnavalescas no Recife. Mas você sabia que os subúrbios apareciam como cenários de grande valor para as folias de Momo?

Bairros como Afogados, Beberibe, Água Fria, Casa Amarela, Encruzilhada e Santo Amaro organizavam seus festejos através de uma comissão de moradores e as vezes recebiam a colaboração do comércio local e de vereadores.

Desfile da Troça Carnavalesca Mista Batutas de Água Fria – Carnaval do Recife em 1957. (Acervo do Museu da Cidade do Recife)

Nesse bairros, a presença das La Ursas era bastante forte, tornando-se uma tradição a partir dos anos 1940.

Urso dos Torrões, Praça da Independência, 1961. (Foto: Coleção Katarina Real/Acervo Villa Digital-Fundaj)

 

Urso no Alto José do Pinho, década de 1980. (Foto: Coleção Raul Lody/Acervo Villa Digital-Fundaj)

 

O “Urso Cabeça Lesa”, saindo da sua sede no Bairro de Prazeres, em 1966. (Foto: Katarina Real/Acervo Villa Digital-Fundaj)

 

Urso no subúrbio recifense, 1961. (Foto: Coleção Katarina Real/Acervo Villa Digital-Fundaj)