Quando estava participando do workshop de ballet e dança contemporânea com o renomado bailarino e coreógrafo Marcelo Pereira, em julho do ano passado, o caruaruense Wemerson Jheyvson, 29 anos, nem imaginava que seria um dos escolhidos para participar de um intercâmbio na Suíça.

Wemerson Jheyvson e Marcelo Pereira. (Foto: Divulgação)

“Quando falaram do convênio entre o stúdio de dança em que trabalho e o Marcelo’s Move Dance School achei a ideia maravilhosa, mas nem passou pela minha cabeça que eu seria o primeiro intercambista e ainda mais escolhido pelo próprio Marcelo. Fiquei sem reação, sem acreditar…”, revelou Wemerson.

Depois que a “ficha caiu”, o bailarino precisou se organizar para conseguir realizar a viagem. Ele ganhou uma bolsa de estudos de três meses, em um dos principais berços da dança no mundo: o continente europeu, mas os gastos de passagens aéreas, seguro saúde, alimentação e algumas despesas que, naturalmente, surgem, ficaram em torno de R$ 15 mil.

E durante os últimos oito meses, Wemerson Jheyvson corre contra o tempo para conseguir arrecadar este dinheiro. Ele pediu patrocínio, fez aulas extras, apresentações de dança e até uma vaquinha virtual para conseguir embarcar no próximo dia 11 para a Suíça. Tudo isso com uma rotina diária de seis horas de treino por dia, sem contar as aulas que ele ministra no Stúdio de Danças Sinara Kataline e na Secretaria de Assistência Social.

A vida do bailarino é corrida, mas mesmo assim, ele já tem na agenda de 2019, a retomada dos estudos no curso de Licenciatura em Dança, em João Pessoa-PB.

Wemerson Jheyvson vai passar três meses na Suíça. (Foto: Divulgação)

A dança entrou na vida de Wemerson quando ele ainda era bastante jovem, tendo, inclusive, passado pelo teatro. O bailarino não sabe informar ao certo quando começou a dançar, mas sempre era levado aos palcos para dançar por grupos de amigos. Com o passar do tempo, ele foi conhecendo profissionais de referência na dança, a exemplo do dançarino e coreógrafo Marcos Mercury. E a partir daí para a profissionalização foi um pulo.

(Foto: André Ferreira)

Com as malas praticamente prontas, o bailarino aproveita os últimos dias na Capital do Agreste para treinar, fazer fisioterapia e aproveitar a família e os amigos. “Acredito que nada é por acaso. A gente trabalha e se esforça pra isso: ter reconhecimento e oportunidade de ir além”, finalizou.