A cidade de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, atualmente possui quase tudo que uma capital tem. Seja na educação, na saúde, no entretenimento e até mesmo na falta de segurança que os grandes centros possuem.

No mês em que vai completar 161 anos de existência, o PorAqui resolveu fazer um “recordar é viver” da cidade nos anos 90. Uma boa parte dessa geração viu a transformação de Caruaru para o que ela nos apresenta hoje, mas situações peculiares foram vividas naquela época e causam um misto de nostalgia, alívio e boas risadas. Vamos conferir:

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Cine Grande Hotel – Era o único cinema ‘frequentável’ nesta época… mesmo com morcegos voando pela sala e algumas goteiras… todo mundo fez uma fila gigantesca, em 1997, para assistir Titanic.

O Cine Grande Hotel teve uma fila gigante na estreia de Titanic. (Foto: Divulgação)

Jogos Escolares de Caruaru – Quem é que não gostava de acompanhar os jogos entre as escolas de Caruaru?! A disputa era grande entre os colégios da rede pública e da rede particular. A abertura dos jogos era um momento incrível de torcer pelo local que você estudava, vibrar com a escolha da rainha dos jogos e paquerar com o pessoal das outras escolas.

Fafica, Fadica e Foca – Na década de 90, e até meados dos anos 2000, quem quisesse fazer faculdade em Caruaru teria que optar pelos cursos de magistério da Fafica ou escolher entre Direito e Odontologia na Fadica e Foca (Hoje, chamada de Asces-Unita). Qualquer outro curso fora disso, era preciso ir estudar em Recife.

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Praça da Criança – Quem foi criança entre os anos 80 e 90, com certeza, tem foto em algum brinquedo ou decoração da Praça da Criança. O local ficava cheio nos fins de semana. E tinha uns brinquedos que, hoje em dia, deixa esta conteudista pensativa se aquilo não era perigoso. Kkkkk A exemplo de um pneu de trator pendurado numa corrente e que ficava rodando com as crianças dentro. ?

A Praça da Criança existe até hoje. (Foto: Divulgação)

Escada Rolante das Casas Pernambucanas – Acredito que todo mundo foi subir e descer naquela escada, que foi a primeira e era a sensação da cidade.

Micaru – O mês de agosto era bastante esperado para os jovens aproveitarem o carnaval fora de época de Caruaru. A Micaru trouxe grandes nomes do axé para percorrer a Avenida Agamenon Magalhães. Abadas e mamães sacodes coloriam a avenida através dos blocos “Turma do Mal” e “Palladium”.

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Lojas Brasileiras – Quando inaugurou era a euforia do centro da cidade, pois além de roupas e produtos com preço baixo, os adolescentes lotavam o local pra comprar chocolates, chicletes e bombons com o valor que cabia na mesada.

Comeg Center – Era uma loja de eletrodomésticos na Avenida Rio Branco, mas ficou conhecida, na época, por vender CD´s com valores mais em conta. Ninguém saia de lá sem, ao menos, um CDzinho de algum artista do momento.

Shopping Caruaru – No fim dos anos 90, o primeiro shopping de Caruaru foi inaugurado. E vivia lotado nos fins de semana… todo mundo queria passear no shopping. Mesmo que, na época, ele se resumisse a “duas voltinhas”.

O Shopping Caruaru era o point do fim de semana dos moradores de Caruaru e cidades vizinhas. (Foto: Divulgação)

Boate Arsenal – Essa casa noturna funcionava dentro do shopping e era a sensação, aos domingos, quando o shopping fechava todo mundo ia dançar pagode ou forró no Arsenal. Ficava lotado e nem parecia que no outro dia todo mundo tinha que acordar cedo para ir à escola.

Universidade da Cerveja – Era um bar/restaurante que funcionava no fim da Avenida Agamenon Magalhães. Todos os domingos tinha show de pagode por lá… e sempre era tradição, ir logo cedo passear no shopping e depois ir dançar neste bar para terminar o domingo.

Tô-a-tôa/Tô Maluco/Gula Gula – Estes eram os nomes das festas que existiam na cidade. Tinha camisa personalizada e todos os jovens dos anos 90 queriam marcar presença. E sempre tinha algum tema pra chamar a galera. Quem nunca dançou até o amanhecer no Halloween do tô-a-tôa?! #bonstempos

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Trem do Forró – Considerado um dos símbolos do São João pernambucano da época, o “Trem do Forró” saia todos os anos do Recife até Caruaru. Era uma tradição ir até a Estação Ferroviária acompanhar a chegada do trem e dos turistas que vinham brincar o São João aqui.

Drilhas – Gaydrilha, Sapadrilha, Turisdrilha, Machadrilha, Babydrilha, Dogdrilha… era drilha que não acabava mais e fazia a alegria das tardes de São João na avenida Agamenon Magalhães. Para quem não é daqui, eu explico: as drilhas eram quadrilhas irreverentes que eram puxadas por trios elétricos ao som de muito forró.

As drilhas arrastavam uma multidão na Avenida Agamenon Magalhães. (Foto: Divulgação)

Casa de chocolate- quente – Todo adolescente que se preze, nos anos 90, marcou algum encontro com a turma em frente a casinha do chocolate quente que tinha no Pátio do Forró. Durante muitos anos, por lá era o ponto de encontro dos amigos e um dos melhores lugares para ficar durante a festa.

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