O Tributo a Virgolino – A celebração do Cangaço, promovido pela Fundação Cabras de Lampião, ocorrerá em Serra Talhada, Sertão do Pajeú, entre os dias 25 e 29 de julho. O evento, que recorda os 80 anos da morte de Lampião, o cangaceiro mais famoso, é gratuito e aberto ao público. Lampião foi morto em 28 de julho.

O evento vai reunir grupos musicais, folclóricos, violeiros repentistas, cantores, poetas, historiadores e pesquisadores do cangaço. Na ocasião, também serão promovidos pontos de cultura e feiras de artesanatos, tudo para celebrar a cultura de raiz.

“Tributo a Virgolino – A Celebração do Cangaço”. (Foto: Sebastião Costa)

Durante a programação do Tributo a Virgolino, haverá ainda apresentações musicais com trios e grupos de forró pé de serra, danças populares, área de alimentação com comidas típicas da região, além da realização da celebração do cangaço, um momento em que todos os grupos e artistas convidados se reúnem para afirmarem a importância do cangaço na identidade cultural do povo sertanejo.

Também será realizado o espetáculo O Massacre de Angico – A morte de Lampião. As atividades ocorrerão na Estação do Forró, na Área de Alimentação da Feira Livre, dentro das escolas, no Museu do Cangaço e no Sítio Passagem das Pedras – localidade onde nasceu Lampião, utilizando-se diversos espaços e palcos paralelos.

Massacre de Angico – A morte de Lampião

Cartaz de Divulgação.

Trata-se do maior espetáculo teatral ao ar livre dos sertões, que conta uma história ocorrida há 80 anos: o terrível encontro entre militares do Governo Getulista e os cangaceiros liderados por Lampião e sua esposa, Maria Bonita.

Eles foram pegos de surpresa e quase sem nenhuma reação na madrugada do dia 28 de julho de 1938, na grota de Angico, em Sergipe. O massacre praticamente pôs fim à chamada Era do Cangaço.

Em meio àquelas árvores retorcidas da caatinga e resultando num verdadeiro banho de sangue no Sertão Nordestino, 11 integrantes do afamado bando, incluindo o casal líder, foram mortos e tiveram suas cabeças decepadas.

O espetáculo foi concebido a partir do até então único texto dramatúrgico escrito pelo pesquisador do cangaço, Anildomá Willans de Souza, natural de Serra Talhada.

O espetáculo é ambientado em cima de uma ribanceira de terra batida durante 1h30. (Foto: Sebastião Costa)

De acordo com Anildomá, o “molho” que rege toda esta história é o perfil apresentado deste homem símbolo do cangaço, visto por um outro viés, bem mais humano.

“Mostraremos ao público um Lampião apaixonado, que sente medo, que é afetuoso; não somente aquele da guerra travada contra os coronéis e fazendeiros, contra a polícia e toda estrutura de poder, mas um homem que amava as poesias e sua gente”, revela o autor.

O espetáculo reúne 50 atores e 70 figurantes, além de 40 profissionais na equipe técnica e administrativa, comandada pelo ator e dramaturgo José Pimentel. No elenco, atores da própria Serra Talhada, mas também do Recife e Olinda, além da atriz e cantora Roberta Aureliano, que interpreta Maria Bonita. Ela é natural de Maceió (AL) mas passou toda a infância em Serra Talhada.

O espetáculo Massacre de Angico é ambientado em cima de uma ribanceira de terra batida durante 1h30.

A programação completa do projeto Tributo a Virgolino – A Celebração do Cangaço pode ser vista no site: www.cabrasdelampiao.com.br