Manoel Quitério, 31 anos, nasceu na Madalena. Morou em Olinda, no Janga, voltou para a Madalena, foi para Boa Viagem. Mas é o bairro de Casa Amarela que há oito anos o artista chama de lar. Depois de uma turnê pela Europa e uma residência artística em Israel, ele voltou para casa – e já se prepara para voar de novo.

Desta vez, o destino é a Dinamarca, onde por três meses vai trabalhar com refugiados como artista residente do Museu ARoS, na cidade de Aarhus.  Viajar pelo mundo é a vida que ele sonhou para si quando deixou a publicidade para se dedicar às pinturas e grafitagem. “Mas eu gosto de voltar. Não gosto de passar muito tempo longe”, conta, na sala de casa, em uma rua calma do bairro.

Mural do artista em Israel. Foto: Divulgação

No tempo que passou em Israel, Manoel deixou sua marca. Em Jerusalém, grafitou uma casa abandonada ao lado da embaixada dos Estados Unidos, onde desenhou uma mulher muçulmana com uma criança morta nos braços. Também participou de festivais no país e na Jordânia. Nesta curta temporada no Recife, foi um dos artistas que enfeitou o nome da cidade no Marco Zero. “Quero fazer alguma intervenção aqui em Casa Amarela, mas ainda não sei onde será”, diz.

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Antes de viajar,  Manoel Quitério aproveita Casa Amarela do jeito que ele mais gosta. Confira:

?Mercado de Casa Amarela
“É a dica mais tradicional e óbvia, mas gosto de frequentar os boxes de comida, de comer macaxeira lá. Só acho que podiam servir peixe!”, diz Manoel. Fica a dica!

?Loja de sucos na Estrada do Arraial
“Casa Amarela tem poucas opções de comida saudável”, lamenta Manoel. Para driblar essa falta, ele gosta dos sucos da Sucolândia, que fica bem pertinho do centro do bairro (Estrada do Arraial, 3914). Há diversos sabores, sempre geladinhos, e servidos em copos grandes.

?Feira livre
Tem de quase tudo na feira livre de Casa Amarela. Frutas da estação e verduras são o carro-chefe. Manoel Quitério gosta do lugar para comprar abacaxis e abacates. De boa qualidade e no precinho.

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?Ciclofaixa
“Casa Amarela ainda tem essa coisa de bairro em que as pessoas andam, não é tão violento quanto outros lugares. Faço muita coisa a pé e, quando preciso ir para mais longe, vou de bicicleta pela ciclofaixa. Você vê o engarrafamento e só tem uma pessoa por carro. De bicicleta, polui muito menos”, afirma.

?Correr no Sítio da Trindade
“Corro umas três vezes por semana e gosto de como a pista tem subidas e descidas”, conta. O Sítio da Trindade fica aberto todos os dias, das 5h às 22h. Nos fins de semana fecha mais cedo, às 19h.