A tradição do Caboclinho Tribo Indígena Carijós conta que a agremiação foi fundada quando o estivador Antônio da Costa, que incorporava o caboclo Carijó nas sessões de Jurema, recebeu a missão de organizar um grupo fantasiado de índio durante o carnaval. O ano era 1896 e, apesar de alguns hiatos, desde então o Carijós sai nas ruas para preservar a cultura cabocla.

Nesta segunda-feira (05), a partir das 18h30, o grupo comemora 122 anos de fundação com apresentação e cortejo pelas ruas da Mangabeira, bairro da Zona Norte. É tudo gratuito e aberto ao público.

Mais antigo caboclinho, a Tribo Indígena Carijós foi um dos homenageados do Carnaval de 2017 e saiu bicampeão no Concurso de Agremiações deste ano. Com 160 integrantes, é também é o maior detentor de títulos carnavalescos do Recife. Dentre os mais importantes, destacam-se os hexacampeonatos de 1970 a 1975 e de 1987 a 1992.

Desfile
O Caboclinho Tribo Indígena Carijós sai com Porta-Estandarte e as alas de Puxantes, Contra Guias, Caciques e Cacicas, cordões de caboclos e caboclas, e os destaques, que representam os caboclos da Tribo.

O Baque, grupo de músicos que dá ritmo à agremiação, é formado por surdo, caracaxá, maracás, caixa, gaita e atabaque. Mas é o bater forte e seco das preacas (espécie de arco e flecha) que dá o som típico dos caboclinhos. E dita o ritmo para o estilo das danças: o baião, a guerra, o perré e o toré de caboclo.

Patrimônio Cultural
Em novembro de 2016, os Caboclinhos receberam o título de Patrimônio Cultural do Brasil, pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan.

Serviço
Caboclinho Tribo Indígena Carijós do Recife completa 122 anos
Quando: segunda-feira (05), às 18h30
Onde: Rua Coremas, 40, Mangabeira (Perto do Mangabeira Clube)